segunda-feira, 5 de abril de 2010

Isabela e Isadora

- Isabela, você vai ver quando chegar lá em casa. Falava a mãe no banco de trás do ônibus. Há muitos anos não usava o transporte coletivo urbano, lotação, ou qualquer outro nome que queira dar. É triste. Um amontoado de gente se empurrando, se esfregando e se desrespeitando. - Isadora já te falei, deixa essa pipoca pra abrir em casa. Ouvia enquanto observava o comportamento das pessoas dentro e fora do ônibus. Caixas de papelão cheias, sacolas de supermercado, malas, crianças e muito barulho é o que se via e ouvia. Uma senhora sentou-se ao meu lado, mas logo procurou outra poltrona, só pra ela, precisava de mais espaço devido às gordurinhas em excesso. Fiquei sozinho outra vez e a viagem continuava alternando muita e pouca gente no transporte, de acordo com os bairros por onde passava. Só não desciam as irmãs Isabela e Isadora que continuavam suas estripulias. Estava ali por que meu carro simplesmente não quis sair da garagem naquela manhã. Procurei o eletricista que olhou, mediu, perguntou, e falou: - Não é pra mim é para um mecânico. Veio mecânico, veio guincho, foi-se o carro e fiquei eu. A pé. Nisso meus compromissos da manhã, que eram em outra cidade, foram para o espaço. Calcei a cara, liguei para um amigo, e pedi um carro emprestado, sabendo que ele tinha outro veículo. “Tudo bem” disse, mas venha aqui em casa buscar, não sairei na parte da manhã. No caminho para buscar o carro participava da aventura das irmãs Isadora, que acabara de dar um tapa daqueles estalados, e Isabela que recebera o “carinho”. - Isadora, Isadora você vai se ver comigo, mãe dizia. Do lado de fora, estranhamente os bares estavam cheios, pessoas tomando “uma gelada” em plena manhã de terça. Outras conversas podiam ser identificadas no interior do “busão”: Big Brother, novela, horóscopo, almoço, marido, e a viagem continuava. Disso tudo só o almoço me atraía. “Ê lugá qui num chegava sô!”. Pensava no meu amigo “Tôco”, que estava acamado e por isso mesmo não saíra naquela manhã de dia útil. O onipresente mosquito o pegou de jeito. Estava com Dengue. Mas isso é assunto para outro artigo, pois também já passei por tal perrengue. A viagem era longa. - Isabela!!! Ponha os braços pra dentro, ecoou, a espevitada criança resmungava. Vi ainda pelo caminho um ex-colega de escola que há muito não encontrava, meninos jogando bola, feirinhas em esquinas e várias outras coisas que passam despercebidas quando estou ao volante. Enfim meu destino. Antes de descer ainda pude ouvir Isabela e Isadora sendo convidadas de volta para os assentos, estavam andando pelo corredor do ônibus.

RCEM e FUNDIÇÃO NACIONAL: Parceria ufanista


"Orgulhosa de ser brasileira." Esse foi o mais relevante comentário dos membros da diretoria na reunião de briefing antes que recriássemos a comunicação da empresa.

Rádio Mais FM: RCEM faz estudo minucioso antes do Projeto

Sem dúvida um dos projetos mais completos já elaborados por nossa empresa. Antes de colocarmos a emissora no ar fizemos uma pesquisa de mercado para saber o que as pessoas gostariam de ouvir em uma nova emissora na cidade de Cláudio. Não teve erro, o plano foi seguido e o reconhecimento foi imediato.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Passei no vestibular e daí?

Lembro-me que muitos anos atrás, quando passei no vestibular, meus amigos, familiares e até conhecidos ficaram eufóricos. Se muitos analisam o segundo lugar como aquele que quase chegou lá, imagine o décimo quarto. Mas naquela época, era realmente algo significativo, vestibular super concorrido, muitos cursinhos, meses de preparação e quem entrava para a faculdade era muito festejado. Mas a busca desesperada do Brasil por um melhor posicionamento no Índice de Desenvolvimento Humano – IDH mudou completamente esse cenário. Uma boa colocação no IDH é um agregador de valor à credibilidade da nação junto à comunidade internacional, e a escolaridade da população é de supra-relevância na medição do Índice.

Por isso mesmo, me chamou atenção hoje ao descer para o escritório, um trote no meio da rua, tão tradicional há vários anos, mas aqui para os nossos lados já está fora de moda. Os veteranos observavam de longe enquanto os calouros tinham a árdua missão de arrecadar 300 reais. Fiquei sabendo da quantia por que parei para perguntar. Um dos que lá estava me abordou da seguinte maneira: “Uma ajudinha aí, por favor, precisamos conseguir a grana pros caras lá”. E se você não conseguir? Questionei. “Eles vão tirar nossa roupa, raspar nossa cabeça, fazer o escambal”. De fato, mais acima havia um calouro amarrado a uma estrutura de semáforo, todo pintado, cabeça raspada e só de cueca. Aí perguntei outra vez: E aqueles amarrados? “Véi, desistiram antes da hora”. Deixei meu assustado entrevistado, depois de contribuir com dois reais, e prossegui, Mais adiante ainda vi uma garota com cabelo somente em um dos lados da cabeça, apesar de estar de roupas, a tinta cobria quase todo o corpo.


Não questiono a brincadeira do trote, que é cultural. Mas existe algo a se comemorar? Há motivo para tanto? Não, não há. Mesmo a concorrência continuando acirrada nas Universidades Federais, “pipocam” faculdades pelas esquinas. Hoje em dia faltam candidatos para tantas vagas disponíveis. O vestibular que acontecia uma vez ao ano, passou a semestral e agora é trimestral em muitos lugares. A qualidade dos cursos é ínfima, estão totalmente nivelados por baixo. Como se não bastasse, todas essas faculdades ainda enfrentam a concorrência do sistema de Ensino à Distância, o chamado EAD. Não estou questionando especificamente o método EAD, que já tem recebido críticas o bastante, inclusive acredito que é uma tendência. Minha análise é generalizada. Alunos saem das faculdades com o diploma, cometendo erros de escrita e de fala dignos de serem re-matriculados na antiga sexta série. Não é exagero. Essas frases de vestibulares que circulam pela internet, são muito mais comuns do que se imagina. Por isso quando recebo frases do tipo: “As glândulas salivares só trabalham quando a gente tem vontade de cuspir”, ou, “Os analfabetos nunca tiveram chance de voltar à escola”, sinceramente não me surpreendo. Mais duas para finalizar: “A capital de Portugal é Luiz Boa”, “A terra é um dos planetas mais conhecidos do mundo”. Onde é que eu estou mesmo?

domingo, 21 de março de 2010

Parceria entre Rodrigues Comunicação e Prefeitura de Itaguara completa um ano

A Prefeitura Municipal de Itaguara é cliente da RCEM. O logotipo da atual administração demonstra a beleza da cidade e a energia com que prefeito, vice e secretariado trabalham.

Ambiental Jardinagem - projeto Rodrigues Comunicação e Marketing

A diretoria da Ambiental Jardinagem queria um logotipo que representasse a beleza e a alegria proporcionadas aos clientes através dos produtos oferecidos à Divinópolis e região. O resultado pode ser visto abaixo.

RCEM cria projeto de comunicação da Tekfund

Em parceria com a Agência Markketing, criamos o projeto de comunicação da Tekfund, incluindo novo logotipo, que você vê acima.

RCEM - Nova identidade visual da ISimples


A Rodrigues Comunicação e Marketing criou novo logotipo da ISimples, empresa de venda de equipamentos e suprimentos de informática na cidade de Cláudio.