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domingo, 14 de setembro de 2014

Eleições 2014, os mesmos discursos

É incrível como meus textos, assim como os discursos, não mudam de uma campanha para outra. É simples, escrevo de acordo com a postura e comunicação dos candidatos, não surgindo novidade neste sentido não há como escrever algo diferente. O conteúdo deste artigo vai à mesma linha de outros que já escrevi em período eleitoral. Inicio fazendo uma tradicional pergunta a você, o Brasil precisa de mudança?
Se a análise for feita pelo viés da Comunicação e do Marketing, sim. No início do mês estive em São Paulo participando de um Seminário sobre Marketing e a principal discussão girava em torno de Inovação e valorização das pessoas. Participavam do evento, que inclusive contou com a presença de Philip Kotler, o “Pai do Marketing”, alguns dos principais pensadores de Marketing do País.

Neste Seminário, bastante interativo, a Organização fez dentre outras, uma Pesquisa eleitoral para avaliar a preferência daquele público específico. Os números denotam bem o espírito de mudança que tomam conta do nosso setor. Em primeiro lugar ficou Aécio Neves com 55,3%, seguido de Marina Silva com 25,1%, enquanto a atual Presidente ficou com 6,8%. Do público de aproximadamente 600 pessoas, 1,8% votaria em outro candidato, 3,5% votaria em branco ou anularia e 8% estavam indecisos naquele momento.

Sorte da Dilma que esses números não refletem a realidade quando a Pesquisa envolve a população como um todo, mas mesmo assim, a entrada da Marina Silva na disputa, sem dúvidas, deu outros contornos a campanha. Por tudo o que tenho visto até agora, não estou generalizando evidentemente, a elite econômica e intelectual tem preferência pelo candidato do PSDB, e os demais, que são maioria preferem a Dilma e a Marina. Essa reta final de primeiro turno será emocionante, ainda mais considerando esse outro fato novo, que é mais um escândalo envolvendo a Petrobrás.


Costumo dizer nas minhas palestras para candidatos e profissionais de campanha, que eleições pra mim se comparam a  Copa do Mundo, dado meu envolvimento profissional e pessoal. Alguém sempre contesta. Política é paixão, embora hoje em dia eu seja mais pragmático por exigência do mercado. Mas como mencionei no início do texto, não há de fato, novidade. Os discursos são “O Brasil precisa mudar por isso e por aquilo... etc...” ou “O Brasil precisa continuar no caminho certo e blá blá blá.....”. Vou encerrar o artigo exatamente da forma como já encerrei um em outro momento.

Paixões a parte, o que o país vive hoje começou com Fernando Collor, se lembram da abertura de mercado? Itamar Franco, Fernando Henrique, Lula, agora a Dilma, e o Brasil crescendo e firmando-se no cenário mundial, mesmo passando momentaneamente por uma recessão. Isso é fato. É hipocrisia e falácia qualquer um dos líderes citados quererem assinar o "Projeto Brasil” e isentar-se do ônus. Vez por outra vemos um deles "batendo no peito" e dizendo eu fiz. Em todas as administrações temos que abrir parênteses para denúncias de corrupções e fatos que evidenciaram as mazelas sociais e desrespeito com o ser humano e com o povo em várias esferas. Todos os governos tiveram e têm virtudes e falhas. 

domingo, 28 de agosto de 2011

O nó da gravata

Havia vinte minutos que estava naquela luta com a gravata. Como é que eu não conseguia dar um nó, ato que repetia quase todos os dias? Era a pressão do tempo. Quando comecei minhas tentativas já estava quase quinze minutos atrasado para iniciar a aula. Como deixara isso acontecer? Logo eu que sempre me preocupo em ser pontual, falo rotineiramente sobre isso em todas as oportunidades que tenho. Semana passada mesmo, fui contundente ao palestrar sobre Marketing Pessoal na Faculdade Pitágoras. “É inadmissível se atrasar para um compromisso profissional”, afirmei. 

No entanto estava ali, naquela luta desesperada com uma simples gravata. Minha secretária, desesperada tentava justificar o injustificável para o público dizendo que eu já estava quase pronto para iniciar. Fazia isso e vinha ao meu auxílio com a “maldita gravata”. Eu rejeitava a ajuda, haveria de conseguir. Estranhamente minha então esposa estava como minha secretária naquele dia e já manifestava seu descontentamento comigo, à beira de um ataque de nervos. Inaceitável. Eu atrasado. Minha habitual calma se transformou em terror diante da minha incapacidade de resolver o problema. Sim, estava aterrorizado, pois experimentava uma gravata não conseguia dar o nó, tentava outra e nada. Por quê? E havia muitas gravatas lá, pelo menos seis e o nó não funcionava. Quando pensava ter conseguido ele desmanchava e o sofrimento aumentava. 

Quarenta minutos depois do horário, e nada. Intolerável, eu não aceitaria tal atraso se tivesse esperando. Os alunos que já estavam impacientes chegavam próximos da porta do banheiro para saber o que estava acontecendo. Praguejando, fechei com o pé a porta, que estava aberta. Acontecer isso justamente no primeiro dia de curso em uma cidade onde nunca havia ido. Peguei a gravata preta, embora só a usasse em reuniões da maçonaria resolvi fazer a tentativa. Também não deu. Nisso ouço lá fora: “Onde estão o púlpito, equipamento de som, microfone, câmera, telão... que o cara da rádio falou que tinha?” Não acredito! Mais essa, não havia nada montado ainda. Sempre chego pelo menos meia hora antes para testar o equipamento, que geralmente o pessoal deixa preparado, mas justamente o dia que chego atrasado deixaram tudo pra eu montar. As pernas tremiam, o estômago doía, o coração disparava. O que fazer? 

De repente olhei no espelho e... a barba crescida. Que descuido, esqueci de me barbear. Peguei a gravata laranja, a mais feia que tenho, até hoje me pergunto como pude comprar aquilo. Nada. Mas tinha certeza que estava fazendo tudo certo e os nós desmanchavam. Nossa! Faltando dez para as oito. Deveria ter começado às sete. “Quero meu dinheiro de volta”, ouvi. Naquele momento seria capaz de fazer qualquer coisa por uma gravata de zíper, as mesmas que usei há uns vinte anos em ocasiões especiais, quando não tinha o hábito nem a necessidade de usá-las profissionalmente. Era simples e rápido, e daí se eram feias? Não estaria passando por aquele vexame. “As pessoas estão indo embora, não precisa sair mais.” Disse minha então esposa e secretária. Molhado de suor, lívido, desesperado, totalmente transtornado.... acordei. Ufa que pesadelo!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ética? E eu com isso...

O meu amigo, jornalista Roney Lobato, iniciou um artigo em um determinado momento suscitando-nos a uma reflexão. Devolveria o troco que, por ventura, a funcionária do caixa teria lhe dado errado, se você tivesse percebido o erro? Ou faria de conta que não tivesse visto? Entregaria ao dono uma possível mala de dinheiro, encontrada na rua, se você soubesse de quem ela era? São perguntas para muitas pessoas difíceis de serem respondidas nos dias de hoje. Isso, porque o famoso “jeitinho brasileiro”, aliado à degradação dos princípios éticos tem falado mais alto no cotidiano do nosso povo. Pela escrita do autor, esse comportamento seria algo cultural no Brasil, tanto é que em outro trecho do mesmo artigo ele cita exemplos de pessoas que se tornaram notícia pelo fato de devolverem malas de dinheiro ou bens de valor considerável aos seus respectivos donos. Deveria ser regra, mas é exceção. Os valores confundem-se e não temos mais certeza do que é correto e do que não é, do que é ético e do que é antiético e assim por diante.

No ambiente corporativo vemos e ouvimos vez por outra que um determinado profissional foi demitido, pois era suspeito de espionagem ou tráfico de informações. Diz a lenda que Bill Gates trabalhou na Apple, roubou ideias e segredos para em seguida fundar a Microsoft. Certa vez Steve Jobs sobre isso disse: "Como eu me sinto com Gates ficando rico com as ideias que tivemos... bem, a meta não é ser o homem mais rico do cemitério". Outro caso “famoso” é o da Coca-Cola que teve acesso a segredos de estratégias de vendas e marketing da rival Pepsi. A marca Pepsi era franquia do grupo argentino Baesa e tinha como objetivo aumentar sua participação no mercado brasileiro de refrigerantes, controlado pela Coca-Cola, que dominava cerca de 50% das vendas, comparado com 6% da Pepsi. A Baesa tinha como objetivo chegar a 30% de participação no mercado em poucos anos. Foi descoberto que um técnico de som gravou reuniões da Baesa e entregou as fitas das conversas à Coca-Cola, que ficou sabendo de todos os planos estratégicos da Pepsi, podendo assim tomar as medidas adequadas para se prevenir. A Pepsi, que conseguiu aumentar as vendas no começo para 8% do mercado, despencou para 4% em tempo muito curto e depois de seis meses o grupo Baesa vendeu a franquia da Pepsi para a Brahma.

Poderíamos citar vários outros casos envolvendo marcas conhecidas. Reduzindo a discussão para micro-ambientes, um conhecido meu tem uma fórmula de molho especial para sanduíches, que não conta nem para a esposa. Mesmo no período em que não atuava no segmento de alimentação, agora voltou, divulgou a tal receita. Outro exemplo parecido, empresário do setor de veículos, um amigo de longa data, descobriu, não sei como, um jeito de fazer doce de leite sem a adição de açúcar. Foi inclusive entrevistado em programas de Tv onde os jornalistas tentaram de todas as formas, sem sucesso, extrair o segredo. Posso garantir que o doce é uma delícia.

Mas onde queremos chegar, de maneira objetiva, com essa discussão? O objetivo é saber, ou propor uma reflexão, sobre até que ponto é interessante repassarmos os conhecimentos aos nossos funcionários e estagiários. Um autor, não me lembro o nome, afirmou que o conhecimento não vale absolutamente nada se não puder ser compartilhado. Por outro lado uma antiga professora minha do curso Gestão Estratégica em Marketing disse que devemos ensinar o “pulo do gato” e não o “puuuuuuuulo do gato”, ou seja, nunca ensine tudo sob pena de criar um concorrente futuro.

Em época de concorrência desleal e acirrada é sempre prudente tomar certos cuidados. Os valores estão distorcidos, as pessoas não se respeitam e não existe consideração para com o outro, como afirmou Lobato em seu artigo. Hoje você estende a mão, apoia, ensina, ajuda, e amanhã poderá ser surpreendido com uma sonora bofetada. Pior, isso é normal. Por mais que saibamos disso, é difícil aceitar tal comportamento, considerado uma traição. Mesmo saindo do padrão clássico da traição, que remete-nos ao adultério, atitude assim pode ser tão dolorida e sofrida quanto. Mas o mercado é frio, pessoas são calculistas por estarem neste contexto. Embora simpatize mais com a teoria do citado autor desconhecido, não dá para desprezar a opinião da minha “querida e velha professora” Ruth.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Com o apoio da ACIASAM e da Prefeitura, RCEM realiza Curso em Samonte

A cidade de Santo Antônio do Monte receberá nos meses de junho e julho o Curso de Comunicação e Expressão, que acontecerá no Centro Turístico e Cultural - CETUC. As principais abordagens do Facilitador Reginaldo Rodrigues serão: A origem da oratória e da retórica, como fazer uma leitura em público, exercícios para melhorar a dicção, como apresentar projetos, postura correta diante da plateia, como encantar os ouvintes, como se posicionar diante do microfone, como conceder uma entrevista, como se posicionar diante das câmeras, como preparar e ministrar palestras, como falar de improviso, como portar-se na tribuna e dicas para fazer um cerimonial. O curso terá o apoio da Prefeitura Municipal de Santo Antônio do Monte, ACIASAM, CDL, Gramol, Frigideira Mineira, Casa do Pão e Elo Sports. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 37 3281 2411.

domingo, 10 de abril de 2011

Vou plantar girassois


Ficava pensando no que poderia motivar minha amiga a querer plantar girassois nas terras dos seus pais. Seria a produção de biodiesel, ou óleo da semente? Dizem que é muito saudável, saboroso e rico em vitamina E. Outros dizem que pode ser benéfico para todo o organismo, já que atuaria de maneira preventiva, aumentando o nosso equilíbrio e curando muitas moléstias. Indicado para tratar problemas como dores de cabeça, bronquite, dor de dente, tromboses, artroses, eczemas, úlcera de estômago, problemas intestinais, cardíacos, renais, encefalite e diversas doenças da mulher. Seria possível também tonificar o sistema circulatório, nervoso, digestivo e respiratório, prevenindo doenças crônicas através do bochecho com o tal óleo. É. Pelo jeito é fabricado por Deus em pessoa dada sua capacidade de cura.
Apesar de escritos falando sobre o estudo feito por um cientista russo acerca da eficácia do milagroso óleo, não creio ser essa a razão do entusiasmo da minha colega. Fui entender isso ao fazer uma viagem “pelas bandas” do sul de Minas e ver um imenso terreno e suas lindas flores a perder de vista. Poucas vezes vi algo tão bonito, parecia um grande tapete verde e amarelo esperando alguém para deitar e rolar. Realmente inspirador. Qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade, que visse, ficaria imediatamente tentada a plantar girassol em todos os terrenos que tivesse à disposição.
Mas o simbolismo da magnífica planta vai muito além. Originária aqui mesmo, na América, foi considerada o símbolo do novo milênio e em muitos países tem significado místico. Mas sem dúvida a associação mais interessante é aquela feita ao sucesso, sorte e felicidade, afinal de contas é isso que buscamos em cada uma das ações em todos os momentos de nossas vidas. Qualquer coisa que possa ser associada à alegria não pode ser ruim.
Essa associação positiva deriva do próprio nome, pois se movimenta a favor do sol em constante giro. Dessa forma absorve muita energia solar, daí, o sentido de calor, nutrição e poder atribuído à planta. O giro de acompanhamento a posição do sol só é interrompido quando atinge a fase adulta, de amadurecimento, nesta fase se direciona ao nascente até seus últimos dias. Até o ciclo de vida é poético.
Mesmo escrevendo essencialmente sobre Comunicação e Marketing, às vezes, de acordo com o momento da escrita, com o local e outras variáveis, navegamos por outras áreas. O cotidiano é de fato interessante, e autores motivacionais dizem que a felicidade pode ser encontrada nas pequenas coisas e ações. Ademais quer Marketing Pessoal melhor do que felicidade? Se ganhar uma Helianthus (Helio – sol e anthos – flor), vem do grego, pode ficar feliz, pois certamente quem deu o presente considera você uma pessoa com liderança natural e extrovertida. Sorria!

segunda-feira, 21 de março de 2011

Reginaldo Rodrigues ministra curso na Casa da Cultura em Oliveira

Outdoor na entrada da cidade de Oliveira anuncia o Curso da RCEM
Em parceria com a Casa da Cultura, a RCEM ministra nos meses de Março e Abril, o Curso "Falando em público e encantando pessoas  na cidade de Oliveira. A primeira vez que o Curso foi ministrado na cidade foi há quatro anos. O evento será às terças-feiras, sendo cinco seguidas, de 18 às 22h. A turma já está fechada, e, pela demanda, provavelmente haverá uma segunda turma aos sábados.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Equipe Sicoob Copermec e Reginaldo Rodrigues

A equipe Sicoob Copermec recebe o certificado da RCEM

Cada um dos membros da equipe do Sicoob Copermec apresentou  um trabalho ao final do Curso de Oratória, em seguida receberam o certificado de conclusão. A segunda turma do curso "in company" na Instituição já está em andamento. No mês passado a RCEM realizou o curso em parceria com o Centro Vocacional Tecnológico - CVT em Itaguara, os próximos serão na Casa da Cultura em Oliveira e na Dinâmica em Divinópolis.

Veja mais fotos clicando no link: 
http://www.flickr.com/photos/44734914@N08/

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Marketing Pessoal (5) - O poder da imagem

Se você está acompanhando nossa série de artigos sobre Marketing Pessoal acredito que já está desenvolvendo outras aptidões que não as técnicas. Acertei? Recebo diariamente diversos e-mails de leitores que inclusive guarda os artigos. Obrigado. Não se esqueça que o tempo corre contra você, se ainda está parado saiba que existem vários concorrentes seus que estão em ação. Hoje discorreremos sobre o valor da imagem. Temos que definir a maneira como queremos ser percebidos pelo mercado. Após essa definição, fazemos um Planejamento de Marketing Pessoal e começamos imediatamente a colocá-lo em prática. 

O publicitário Chuck Lieppe, elevado a categoria de grande pensador graças a citação seguinte, o que já é resultado de Marketing Pessoal, dizia: “Aparentar ter competência é tão importante quanto a própria competência”. Não há como negar que o mercado compra na maioria das vezes a imagem. Portanto o aspecto externo deve ser cuidadosamente trabalhado, pois é o primeiro a ser observado o que o torna componente importantíssimo na concepção da nossa marca pessoal. Nos estacionamentos vemos primeiro os carros mais bonitos. Nas festas disparamos olhares para as mulheres que estão mais bem vestidas, o mesmo vale para as mulheres em relação aos homens. Por mais que às vezes levemos pra casa laranjas sem caldo, ou maçãs que parecem isopor, sem sabor algum, no momento da escolha na banca eram as mais vistosas.

 Li em algum lugar, lamento não informar a fonte já que desconheço o autor, e repito sempre aos meus alunos e clientes: “nunca teremos uma segunda chance de causarmos uma primeira boa impressão.” Na prática isso significa que no mínimo devemos ter cuidados básicos de higiene como: cabelos sempre cortados e penteados para homens e bem penteados para mulheres, dentes escovados, unhas cortadas e outros que não podem ser negligenciados. São a base da construção da sua imagem, portanto deve ser sólida. Quanto aos trajes, vista sempre a melhor roupa que tiver para a ocasião. Não significa usar “passeio completo” (terno e gravata) em todos os momentos, mas se vai vestir esportivamente opte pela melhor que tiver. Tenha na sua Rede de Relacionamento alguém que seja especialista em moda. Alguns modelos ou cores podem disfarçar atributos físicos que sejam pontos fracos como “gordurinhas a mais” ou “altura a menos”. O péssimo hábito de importar cultura deve ser abolido neste caso, sem invenções de trajes típicos de regiões ou países diferentes dos nossos. Nos Estados Unidos, por exemplo, existe a cultura do tal “casual day”, a permissão protocolar de usar o que bem entender na sexta feira. Aparece cada coisa nos ambientes de trabalho. Acessórios, perfumes, maquiagens também devem estar sempre adequados, pois podem comprometer tudo.

Por mais que alguns “torçam o nariz”, somos produtos, e como tal devemos ter embalagem, marca, boa aparência e tudo isso com personalidade. Espelhe-se em alguém e siga seus exemplos, dando o seu toque pessoal.  O tempo continua correndo. Roupa passada, sapato engraxado, carro limpo, barba bem feita, pasta arrumada e mãos a obra. Os resultados só aparecerão a partir do momento que você começar. Comece hoje, já. Para ler os demais artigos da série Marketing Pessoal faça busca aqui mesmo neste blog e aguarde os dois últimos artigos da sequência.

Faculdade Pitágoras realiza palestra sobre Marketing Pessoal com Reginaldo Rodrigues

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mandarei os Leões “pra” lá

O serviço público é bastante diferente dos serviços comuns prestados pelas empresas privadas ou pelos prestadores autônomos, vez que está subordinado ao coletivo, havendo, portanto, um interesse maior que o interesse individual. Partindo dessa premissa, deveríamos ter serviços de qualidade. Deveríamos ter respeito, cortesia e atenção quando procurássemos tais serviços, concorda? Deveríamos. Não sei se você que está lendo este texto nesse momento já abriu uma empresa, precisou ir a um Pronto Socorro, já solicitou uma ligação de energia ou água. É realmente tarefa árdua. Mesmo alguns sendo prestados por empresas terceirizadas não deixam de ser serviços públicos, transporte coletivo também é um bom exemplo. Naturalmente alguns não poderão ser delegados a terceiros pela sua complexidade ou vinculação direta com a administração pública, entretanto, outros tipos não devem ser prestados diretamente e, por consequência, sempre são transferidos à iniciativa privada, contudo, obedecidas certas condições e normas. 

Não quero entrar na questão burocrática que é um grande entrave em muitos de nossos serviços públicos, meu objetivo é enfatizar a qualidade(?) do atendimento das repartições. Afirmo categoricamente que esse problema é crônico. Há algum tempo precisei regularizar um documento na prefeitura da cidade onde está sediado nosso escritório. Reservo-me no direito de não citar o nome da cidade, pois toda vez que cito nomes tenho problemas com supervisores e diretores de tais marcas, tirando satisfações e querendo apresentar-me seus advogados, se é que você me entende. São os casos da Fiat e da Tim “homenageadas” em artigos anteriores meus há algum tempo. Voltando ao tema em questão, fiquei 15 minutos esperando que o bate-papo alegre e descontraído de um grupo de funcionários daquele lugar terminasse para que eu fosse atendido. Estranhamente a expressão descontraída se converteu em uma abordagem áspera quando finalmente uma senhora decidiu vir ao balcão me abordar. “O que quicê pricisa?” Perguntou. “De muita paciência”, pensei. Sou adepto das parábolas e histórias para ilustrar situações e não deixarei de jeito nenhum escapar a oportunidade de contar essa dos “Leões Fujões”.

Dois leões fugiram do Jardim Zoológico. Na fuga, cada um tomou um rumo diferente. Um dos leões foi para as matas, e o outro foi para o centro da cidade. Procuraram os bichos por todos os lados, mas ninguém os encontrou. Depois de um mês, para surpresa geral, o leão que voltou foi justamente o que fugira para as matas. Voltou magro e faminto. Assim, o leão foi reconduzido à sua jaula. Passaram-se oito meses e ninguém mais se lembrou do leão que fugira para o centro da cidade quando, um dia, o bicho foi recapturado. E voltou ao Jardim Zoológico gordo, sadio, vendendo saúde. Mal ficaram juntos de novo, o leão que fugira para a floresta perguntou ao colega: - Como você conseguiu ficar na cidade esse tempo todo e ainda voltar com saúde?  Eu, que fugi para a mata, tive que voltar, por que quase não encontrava o que comer! O outro leão, então, explicou: - Enchi-me de coragem e fui me esconder numa repartição pública. Cada dia comia um funcionário e ninguém dava por falta dele. - E por que voltou então para cá? Tinham acabado os funcionários? - Nada disso. Funcionário público é coisa que nunca acaba. É que eu cometi um erro gravíssimo. Já tinha comido o secretário geral, dois gerentes, três superintendentes, cinco adjuntos, três coordenadores, doze chefes de  seção, quinze chefes de divisão, várias secretárias, dezenas de funcionários administrativos e ninguém deu por falta deles!!!  Mas, no dia em que eu comi o sujeito que servia o cafezinho... Estraguei tudo!!!

Depois de muitas idas e vindas, evidente que não seria diferente, finalmente consegui retirar o tal documento e ouvi algo que reforça minha teoria acerca da qualidade do serviço. O funcionário apontou para uma pilha de papeis e disse: “São todos casos iguais ao seu, mas como eles não vêm aqui cobrar, vai ficando. Nossa equipe é pequena e o serviço é muito.” Pensei na hora no grupo de funcionários que estavam à toa na outra seção, quando na minha primeira ida naquele local, meses antes. Lembrei ainda de todos os computadores que vi conectados às Redes Sociais e sites de futilidades, nas diversas vezes que lá me encontrava em busca do imprescindível documento. Não me queiram mal os bons profissionais do setor, mas... “tem jeito não”. Estou pensando seriamente em mandar nossos queridos Leões para uma visita lá.

domingo, 28 de novembro de 2010

Sílvio Santos: Papai Noel de baú vazio

“Se um dia eu perder tudo, tenho certeza que recupero tudo novamente.” Sou fã incondicional do autor da frase, Sílvio Santos. Tenho e recomendo “A fantástica história de Sílvio Santos, livro do escritor Arlindo Silva que conta a trajetória do homem do Baú desde a época em que era camelô, radialista, “Peru que fala” na barca Rio-Niteroi, agenciador de propagandas, apresentador das tardes de domingo da Rede Globo e até pára-quedista do exército. Não é à toa que minha filha de sete anos pede para colocar no Sílvio Santos, cantando “la la la la... lá la la la” mesmo com diversos canais infantis na TV à cabo. A época em que vendia anúncios para a circuito de sonorização que havia montado na barca representou o início da trajetória do homem de negócios bem sucedido que viria a ser. Mas o que está acontecendo com as finanças do patrão?

Quando existem prejuízos, suspeitas de fraudes, desvios, e outras mazelas financeiras podemos afirmar com certeza que houve falha administrativa. Certamente alguém deixou de fazer bem o seu trabalho. Atuais ou ex, Presidentes e diretores do próprio Pan Americano, do Banco Central e auditores não perceberam ou fingiram não ver o tal rombo de 2 bilhões e meio. Ingenuidade? Não acredito, pois sempre são vários os profissionais envolvidos. Fato é, que a crise gerada no Grupo Sílvio Santos após a publicação dos problemas envolvendo o Banco já fez vítimas, Luis Sandoval, presidente do Grupo pediu demissão. O executivo, que estava há mais de 40 anos nas empresas justificou sua saída a discordâncias com o próprio dono em relação à direção das empresas. O ex-superintendente do Banco, Rafael Palladino já havia sido afastado junto outros diretores, logo que a crise veio a público. Palladino é primo de Íris, esposa do “Patrão”. Tenho convicção de que a história terá muitos desdobramentos. Acredito que neste caso Sílvio pediria ajuda aos universitários se administrasse suas empresas no palco. Se bem que como apresentador, de vez em quando costuma cometer algumas gafes. Exemplo disso foi o comentário do comunicador em relação a um produto da Jequiti, empresa do Grupo. “Não gostei, não posso com cheiro, tenho alergia, prefiro sabão de côco.” Disse certa vez em um dos programas. Voltando ao banco, “ele não está à venda”, segundo os controladores, e um Plano de Ação para a recuperação do prestígio no mercado já está sendo preparado. A participação direta da Caixa Federal, sócia, na gestão já é parte da estratégia.

A credibilidade conquistada ao longo das várias décadas de existência do Grupo garante as aplicações dos clientes, haja vista, o empréstimo conseguido. Por mais que outras empresas “saudáveis” do empresário, inclusive o SBT tenham sido constadas como garantias, não dá para dizer que Silvio Santos quebrou. O “Sílvio Santos” está entre os 100 grupos privados que mais faturam no Brasil. Empresas passam por crises, e as mesmas são superadas com seriedade de gestão e acima de tudo estratégias. Mas este não será o melhor aniversário da vida do apresentador. A data até emblemática, Abravanel completará 80 anos em 12 do 12, provavelmente não terá tantos sorrisos quanto em outros tempos, nem tampouco será cheio o Baú de Natal deste ano.

sábado, 6 de novembro de 2010

Feliz Natal - Cartões Virtuais *

Que o “Espírito Natalino” é essencialmente comercial nos dias atuais não há como negar e a principal responsável por isso é a mídia. Os intervalos da programação de canais como “Cartoon Network” e “Discovery Kids” são referências fortíssimas para as crianças listarem suas preferências. São inúmeras opções. Os pedidos da minha filha caçula mudam a cada intervalo. Na verdade o presente dela já está comprado há alguns dias, eu e a mãe fizemos um consórcio para presenteá-la com uma bicicleta. Eu não sei andar de bicicleta porque jamais ganhei uma, ela com apenas quatro anos já vai aprender. A outra, adolescente, pediu o Livro do Harry Potter. Foi objetiva, taxativa, não deu opções, portanto tenho que correr pra comprar pois deve ser o desejo de muitos.

Mas é interessante como qualquer presente, simples ou sofisticado, só é completo com o cartão. Por mais comercial que seja o Natal, o cartão é um complemento importantíssimo, e em vários casos ele é o presente. Todos os anos, enviamos cartões para vários de nossos conhecidos. Muitas das vezes somos estimulados: não conheço ninguém que devolve aqueles cartões que chegam aos escritórios ou casas pelo correio vindos de entidades filantrópicas. Pagamos o boleto, e de posse dos cartões, seis, dez, doze... as vezes até mais, enviamos aos amigos. Mas um outro meio de comunicação está facilitando, e muito essa praxe. A Internet.

Hoje em dia a coisa mais simples que tem é enviar uma correspondência eletrônica. Os sites de relacionamento até nos lembra das datas dos aniversários. Cerca de 90% das pessoas do nosso círculo de amizades possuem endereço eletrônico e acessam pelo menos uma vez por semana. No Brasil, segundo o Ibope/NetRatings, são aproximadamente 39 milhões de pessoas que acessam à rede. Uma das categorias que mais cresceu nos últimos meses é a “Ocasiões Especiais”, alavancada exatamente por sites de cartões de felicitações. É muito cômodo enviar um cartão eletrônico. Basta ter o e-mail da pessoa querida procurar um site desse segmento e mandar para qualquer parte do mundo. Eu mesmo já recebi uns quatro ou cinco diferentes este ano. Por isso mesmo quero compartilhar a minha alegria... Feliiiiiz Natal !!! Ah... se quiser me mandar mais algum, ficarei satisfeito, e responderei.

*Escrito há alguns anos, não quis alterar o texto.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Havaianas: Reposicionamento de uma marca

Minha vida é pular de hotel em hotel, cada dia em uma cidade diferente. No escritório já tomaram conta da minha mesa, já que por lá apareço pouco. E nessas idas e vindas minhas Havaianas não saem da mala. E as minhas são as tradicionais, feias, desgastadas, porém muito confortáveis. São as mesmas da época do “Não deforma, não tem cheiro e não solta as tiras”. Sinceramente não entendi o “não tem cheiro do slogan”, de qualquer forma não me separo desses chinelos. Aproveito para relembrar outros slogans: “As legítimas”, “Isto é amor antigo” e o atual “Todo mundo usa”. Realmente, somente no ano passado foram vendidos 184 milhões de pares em todo o planeta.

Essas frases refletem bem as transformações pelas quais “a Havaianas” passou ao longo dos anos. Os autores Al Ries e Jack Trout dizem que o posicionamento é a maneira como o produto é percebido pelo consumidor. O principal diferencial competitivo, segundo eles, é se posicionar na mente do cliente. Até há alguns anos a marca estava posicionada na mente do consumidor como um produto barato, prático e confortável, ou seja era um produto popular. Não gosto muito dessas divisões de classes mas Havaianas eram sandálias para as classes “C”, “D” e outras mais em direção ao final do alfabeto. Nesta época o principal garoto propaganda era o humorista Chico Anísio, que ficou tão conhecido, que alguns pensavam que ele era o dono da marca. O humor sempre foi a tônica das mídias das sandálias. Fechando a questão de maneira objetiva, quem usava era pobre. Eu, como tal, desde essa época já era consumidor, como já usei Congas, Kichutes e similares que talvez você nem se lembre.

A sandália surgiu no início da década de 60, inspirada em um modelo japonês feito de tiras em tecido e solado de palha de arroz, por isso na parte interna dos chinelos, os grãos de arroz na textura tornam o produto inconfundível. Mas o que mudou dessa época para hoje nas Havaianas? Mudou a percepção da marca. Houve um reposicionamento, de maneira que hoje Havaianas são sinônimo de qualidade, beleza e conforto, inclusive para os públicos mais exigentes. Atribui-se a Gisele Bundchen a abertura de mercado internacional para a marca através de divulgação espontânea ao utilizar o produto despretensiosamente, mesmo que depois ela tenha feito uma campanha para a concorrente Ipanema. Na TV, Luiz Fernando Guimarães, Malu Mader, Lázaro Ramos, Fernanda Lima dentre outros artistas anunciaram o produto nessa nova era. Vieram novas cores e modelos sazonais, como os dos países da Copa do Mundo por exemplo. No início de 2000 o mundo descobriu Havaianas, inicialmente Havaí, Austrália, França e hoje é consumido em mais de 60 países.

Fazendo parte desse processo de reposicionamento, a marca lançou chinelos mais delicados, especialmente desenvolvidos para o público feminino, rapidamente caíram no gosto das mulheres. Algumas outras ações tiveram grande impacto no crescimento da marca: desde 2003 Havaianas participam do Oscar presenteando os homenageados com modelos exclusivos, e no ano seguinte lançou uma edição especial com acabamento em ouro e diamantes em parceria com a marca H.Stern. Evidente que não encontrei um modelo desses na visita que fiz a uma loja própria da marca recentemente, diga-se de passagem, um espaço bonito, colorido, com atendentes simpáticas e atenciosas, condizente com o que a marca representa no mercado. Mas Havaianas deixou de ser sinônimo somente de chinelos. Vi bolsas, pingentes, toalhas e até meias, especiais para serem usadas com o chinelo. E se mesmo assim você não ficar convencido de que andar de chinelo pode ser chique ou elegante, pode calçar os tênis Havaianas, só não dá pra dizer que são discretos. Coloridos e vistosos seguem a mesma linha alegre e vibrante preconizada pela marca. No meu caso, continuo usando as mesmas, desgastadas e velhas, no banho ou no máximo no hall do hotel.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Aprendendo com a política

Dia desses falei em uma palestra que campanha eleitoral pra mim se compara a uma Copa do Mundo, dado meu envolvimento profissional e pessoal. No mesmo momento ouvi alguém da plateia comentar: “Tem gosto pra tudo”. Minha história com a política, na prática começou em 1989, quando, juntamente com alguns amigos caminhamos ao lado do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva pelas ruas de Divinópolis, cidade do interior de Minas Gerais. Naquela época torcer e fazer campanha pelo Partido dos Trabalhadores era sinônimo de rebeldia e protesto, era paixão pura. Desde então sempre estive envolvido de alguma maneira nas campanhas, hoje, porém, sem paixão. Política pra mim é trabalho, ótima possibilidade de negócios. Sem nenhum idealismo, a minha preocupação é trabalhar estrategicamente para que meus clientes sejam vencedores nos pleitos. Portanto, em qualquer eleição, o melhor candidato, sem dúvida é aquele que nos contrata, independente de ideologia, partido ou convicções. Como profissionais da política buscamos as informações nas entrelinhas, observamos todos os detalhes pelo viés do Marketing. As cinco campanhas atuando profissionalmente me proporcionaram o privilégio de saber o que funciona e o que não dá certo no período pré-eleições na busca pelos votos. O primeiro dia de campanha pelo rádio e Tv já deu uma noção do que viria a seguir neste ano de 2010. O programa de rádio do candidato José Serra foi muito bom, deu um show nos demais. Com textos criativos e envolventes, interpretações perfeitas dos comunicadores conseguiram prender a atenção de quem ouvia. Em contra partida na televisão acorreu o inverso, a equipe de Dilma Roussef foi mais eficaz, focando na sensibilidade dos telespectadores. Ficará sob responsabilidade de um dos dois a liderança do país pelos próximos anos e a escrita de mais páginas no Livro Brasil. Deixando paixões partidárias de lado, todos os presidentes tiveram importante papel na escrita dessa história recente. O que o país vive hoje começou com Fernando Collor, se lembram da abertura de mercado? Itamar Franco, Fernando Henrique, Lula e o Brasil crescendo e se firmando no cenário mundial. É hipocrisia e falácia qualquer um dos líderes citados quererem assinar o “Projeto Brasil”. Vez por outra vemos um deles “batendo no peito” e dizendo eu fiz. Em todas as administrações temos que abrir parênteses para denúncias de corrupções e fatos que evidenciaram as mazelas sociais e desrespeito com o ser humano e com o povo em várias esferas. Todos os governos tiveram virtudes e falhas. Voltando à campanha, a candidata do Partido Verde Marina Silva, terceira colocada, não inovou e seu discurso foi pautado no meio ambiente, como já era de se esperar. Coube aos demais canditados reclamarem do tempo destinado a eles na mídia e criticar de maneira veemente as políticas públicas brasileiras, como se tivesse tudo errado. Regionalmente, “tudo igual como era antes”, já dizia um velho amigo. Com raras exceções, parece programa de humor. Mesmo que pareça paradoxal, já que o Marketing Político é considerado frio, estratégico e calculista, como ser humano gosto de observar pessoas no meio e aprender com elas. Citei em um dos meus textos, sinceramente não me lembro qual, a capacidade do vice presidente José Alencar em lidar com o adverso, sua luta pessoal é exemplo para todos os brasileiros fiquei fã desse ser humano ao vê-lo discursar emocionado em um encontro em Belo Horizonte. Foi fantástico e me acrescentou muito. Gravando com Paulo Abi-Ackel, há alguns dias observava o ex-ministro da justiça, Ibraim Abi-Ackel, pai do nosso cliente, enquanto conversava com ele. Outra aula. Sua simplicidade, calma e humildade contrastam com sua sabedoria política conquistada pelos mais de 40 anos de vida pública e pelos oito mandatos como Deputado e cinco anos como Ministro da Justiça. Doutor em Direito público, ministro em uma das épocas mais decisivas da história do Brasil, Ibraim é verdadeira uma enciclopédia de História e Direito. A sensatez das observações chamou não só a minha atenção, mas de todos que lá estavam. E todas as vezes que tive contato com ele foi a mesma coisa, ele tem prazer em conversar com a gente e compartilhar o conhecimento. Para “amarrar o texto” como nós jornalistas dizemos, seria importante se todos, sem exceção se conscientizassem da grande responsabilidade que é votar. É um dos raros momentos que exercemos nossa cidadania e temos a possibilidade de “dizer não” a várias atitudes e situações que não nos agradam nos nossos representantes nos poderes públicos. É oportunidade para aprender também, muitos têm ótimos projetos. Existem ótimos candidatos, profissionais, bem intencionados, entendedores de política e de leis, mas a grande maioria dos que vemos na Tv ou ouvimos pelo rádio, nem sabe o que diz. Portanto não faça parte da turma que fala que odeia campanha, período eleitoral e programa político, do contrário, estará contribuindo para o cenário de corrupção, inércia e má vontade que vemos vez ou outra pela mídia.

sábado, 7 de agosto de 2010

Marketing Pessoal 4 - Seja Gerador de Energia

O ser humano tem o poder de contagiar o ambiente e todas as pessoas a sua volta. Em nossas consultorias, por diversas vezes, constatamos que os problemas de turmas inteiras estavam relacionados à apenas uma pessoa mal humorada integrante da equipe. O profissional em questão causava insegurança e até medo nos colegas, desestabilizava totalmente a estrutura do setor, ainda mais quando ocupava cargo de chefia. Quem almeja sucesso no mercado deve ser alegre, vibrante, acima de tudo motivado. Deixando o modismo de lado, muitos teóricos questionam a eficácia da motivação. Mas não há mais dúvida sobre a importância dessa característica. A motivação vem de dentro. Devemos querer algo de verdade, acreditar que conseguiremos e acima de tudo precisamos de pró-atividade, atitude, iniciativa para atingir os objetivos. Por isso é equivocado dizer que uma pessoa motiva ou desmotiva a outra. O que pode ocorrer é um incentivo.

Quando afirmo que uma pessoa pode ser geradora de energia e que esse perfil é importante para a definição de uma contratação ou para o crescimento qualitativo e quantitativo da Rede de Relacionamentos, o faço a partir da premissa da reciprocidade. Serei tratado da mesma maneira como trato os outros. Quando menciono o Perfil Gerador de Energia como determinante, evidentemente estou falando da energia positiva. Como citei no primeiro parágrafo, a energia negativa também é contagiante. Há pessoas que quando entram em uma sala parece que a iluminam, no mesmo instante todas as atenções se voltam para ela, irradiam alegria. Muitos dizem que isso é dom. Pois digo que não é.


Essa característica, como várias outras, que devem fazer parte do Mix de Marketing Pessoal pode ser trabalhada por qualquer interessado. O exercício começa pela manhã. Ao invés de levantar atrasado, ficar na cama até o último minuto, experimente fazer o contrário. Programe o despertador de modo que tenha tempo hábil para fazer uma oração. Independente da sua religião, ou crença, eleve seus pensamentos, agradeça e mentalize coisas boas e realizações, não só pra si mas para todos que o cercam. Em seguida tome um banho tranquilo, embaixo do chuveiro mesmo começará a cantarolar ou assoviar uma canção. Ligue o rádio um pouquinho, ou coloque um cd do seu gosto antes de sair de casa. Não tenho dúvidas que um sonoro bom dia, a primeira pessoa que encontrar na rua, virá naturalmente. E faça isso durante todo o dia, deseje bom dia, boa tarde, boa noite sempre com um sorriso nos lábios. Conte casos engraçados, cuidado com as piadinhas de mau gosto, sorria com os outros, seja otimista.


Conhece a história do “bola cheia” e o “bola murcha” do palestrante Daniel Godri? Se não, entre no site dele e confira. Seja “o bola cheia”, aquele que vê o lado positivo de todas as situações. Não tire a esperança do outro, nem seja portador de más notícias. Estenda a mão literalmente ao próximo, aperte com vontade, com prazer, demonstre alegria no ato. Elogie. Mas seja sincero ao fazê-lo. Elogie por um trabalho, por uma roupa, por uma atitude. Todos gostam de reconhecimento. Apresente-se sempre com simpatia. Tenha espírito e atitudes cooperativistas. Afirmo-lhe com convicção, tudo o que mencionei aqui é exercício e está ao alcance de todos. Se tiver problema de timidez, mais uma razão para praticar. Agindo dessa maneira você será uma pessoa lembrada, querida, marcante, sua presença será sempre bem vinda. Sua Rede de Relacionamentos (leia também Marketing Pessoal 3) aumentará sobremaneira. No Marketing Pessoal também a persistência tem papel importante. A corrida para o sucesso não tem linha de chegada, é contínua.

Expocláudio 2010 - Reginaldo Rodrigues e Isa Mara no stand da Asimec

A Associação das Indústrias Metalúrgicas de Cláudio - Asimec, cliente da RCEM esteve presente na Expocláudio. O espaço Asimec recebeu centenas de pessoas durante o evento, entre Associados, Fornecedores, Compradores e visitantes. A Gerente Administrativo da Instituição, Isa Mara avaliou positivamente a participação, principalmente por ser o ano de comemoração dos 25 anos.

domingo, 25 de julho de 2010

Guaraná Jesus: Premiação e Marketing

Quando ouvimos a palavra Jesus qual é a primeira coisa que nos vem? No maranhão é diferente. Jesus é um guaraná, cor de rosa, tão consumido quanto a Coca-Cola. O refrigerante, que faz parte da cultura Maranhense, é motivo de orgulho para a região norte do país, já que hoje é consumido também nos estados do Pará e Piauí, por exemplo. Um amigo de São Luís disse que o ideal é tomar o refrigerante comendo o Arroz de Cuxá. Segundo ele a comida de origem africana é uma mistura de arroz com camarão seco, gergelim e outras ervas, que dão um sabor inigualável e faz do prato, carro-chefe da culinária do estado.


Voltando ao Guaraná, Jesus ganhou o Prêmio Internacional de Excelência em Design, o Idea, maior premiação mundial em design, e por isso está mais em evidência do que nunca. A premiação se deu pela campanha da nova identidade visual do “exótico refri”. Além de agradar especialistas em marcas o resultado final agradou ao público, o visual ficou mais moderno e a identidade não foi perdida, pois não houve, segundo consumidores, alteração no sabor. O gosto diferente, algo que lembra canela ou cravo, tutti-frutti, somado às cores da latinha e ao próprio nome fizeram com que a bebida se tornasse popular em todo o Brasil através de brincadeiras principalmente em Redes Sociais como o Facebook e o Orkut. Uma busca na internet mostra imediatamente a popularidade do simpático refrigerante, inclusive com vídeos no youtube bem engraçados e interessantes.



Mas uma pergunta é inevitável. Com mídia espontânea, divertida, gratuita e vários diferenciais, exigência do mercado, por que o produto não é comercializado em todo o país? Fácil de responder, a marca foi adquirida pela Coca-Cola, que não quer concorrente. E se você pensa que o nome Jesus é um tipo de homenagem ao Cristo, enganou-se redondamente, como eu. O criador do refrigerante, Jesus Norberto Gomes, era ateu, foi excomungado e morreu em 1963. A ideia inicial do farmacêutico era criar um medicamento, deu errado. Ele transformou o experimento em uma bebida para seus netinhos e posteriormente surgiu o refrigerante que leva o nome dele. Qualquer semelhança com a história da, hoje detentora da marca, é mera coincidência. Na mão de uma empresa com potencial de investimento, que não fosse a Coca-Cola, e com todo esse marketing involuntário, certamente Jesus já estaria rendendo altos dividendos em todo o território nacional.

domingo, 11 de julho de 2010

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Palestrantes Reginaldo Rodrigues e Antônio Roberto dividem palco



Evento comemorativo alusivo aos 10 anos da Cooperativa de Compras das Indústrias Metalúrgicas de Cláudio - COCIMEC, contou com a presença dos Palestrantes Reginaldo Rodrigues e Antônio Roberto. Participaram da Palestra, cujos temas foram Marketing e Sucesso, mais de 500 pessoas.