sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Mandarei os Leões “pra” lá

O serviço público é bastante diferente dos serviços comuns prestados pelas empresas privadas ou pelos prestadores autônomos, vez que está subordinado ao coletivo, havendo, portanto, um interesse maior que o interesse individual. Partindo dessa premissa, deveríamos ter serviços de qualidade. Deveríamos ter respeito, cortesia e atenção quando procurássemos tais serviços, concorda? Deveríamos. Não sei se você que está lendo este texto nesse momento já abriu uma empresa, precisou ir a um Pronto Socorro, já solicitou uma ligação de energia ou água. É realmente tarefa árdua. Mesmo alguns sendo prestados por empresas terceirizadas não deixam de ser serviços públicos, transporte coletivo também é um bom exemplo. Naturalmente alguns não poderão ser delegados a terceiros pela sua complexidade ou vinculação direta com a administração pública, entretanto, outros tipos não devem ser prestados diretamente e, por consequência, sempre são transferidos à iniciativa privada, contudo, obedecidas certas condições e normas. 

Não quero entrar na questão burocrática que é um grande entrave em muitos de nossos serviços públicos, meu objetivo é enfatizar a qualidade(?) do atendimento das repartições. Afirmo categoricamente que esse problema é crônico. Há algum tempo precisei regularizar um documento na prefeitura da cidade onde está sediado nosso escritório. Reservo-me no direito de não citar o nome da cidade, pois toda vez que cito nomes tenho problemas com supervisores e diretores de tais marcas, tirando satisfações e querendo apresentar-me seus advogados, se é que você me entende. São os casos da Fiat e da Tim “homenageadas” em artigos anteriores meus há algum tempo. Voltando ao tema em questão, fiquei 15 minutos esperando que o bate-papo alegre e descontraído de um grupo de funcionários daquele lugar terminasse para que eu fosse atendido. Estranhamente a expressão descontraída se converteu em uma abordagem áspera quando finalmente uma senhora decidiu vir ao balcão me abordar. “O que quicê pricisa?” Perguntou. “De muita paciência”, pensei. Sou adepto das parábolas e histórias para ilustrar situações e não deixarei de jeito nenhum escapar a oportunidade de contar essa dos “Leões Fujões”.

Dois leões fugiram do Jardim Zoológico. Na fuga, cada um tomou um rumo diferente. Um dos leões foi para as matas, e o outro foi para o centro da cidade. Procuraram os bichos por todos os lados, mas ninguém os encontrou. Depois de um mês, para surpresa geral, o leão que voltou foi justamente o que fugira para as matas. Voltou magro e faminto. Assim, o leão foi reconduzido à sua jaula. Passaram-se oito meses e ninguém mais se lembrou do leão que fugira para o centro da cidade quando, um dia, o bicho foi recapturado. E voltou ao Jardim Zoológico gordo, sadio, vendendo saúde. Mal ficaram juntos de novo, o leão que fugira para a floresta perguntou ao colega: - Como você conseguiu ficar na cidade esse tempo todo e ainda voltar com saúde?  Eu, que fugi para a mata, tive que voltar, por que quase não encontrava o que comer! O outro leão, então, explicou: - Enchi-me de coragem e fui me esconder numa repartição pública. Cada dia comia um funcionário e ninguém dava por falta dele. - E por que voltou então para cá? Tinham acabado os funcionários? - Nada disso. Funcionário público é coisa que nunca acaba. É que eu cometi um erro gravíssimo. Já tinha comido o secretário geral, dois gerentes, três superintendentes, cinco adjuntos, três coordenadores, doze chefes de  seção, quinze chefes de divisão, várias secretárias, dezenas de funcionários administrativos e ninguém deu por falta deles!!!  Mas, no dia em que eu comi o sujeito que servia o cafezinho... Estraguei tudo!!!

Depois de muitas idas e vindas, evidente que não seria diferente, finalmente consegui retirar o tal documento e ouvi algo que reforça minha teoria acerca da qualidade do serviço. O funcionário apontou para uma pilha de papeis e disse: “São todos casos iguais ao seu, mas como eles não vêm aqui cobrar, vai ficando. Nossa equipe é pequena e o serviço é muito.” Pensei na hora no grupo de funcionários que estavam à toa na outra seção, quando na minha primeira ida naquele local, meses antes. Lembrei ainda de todos os computadores que vi conectados às Redes Sociais e sites de futilidades, nas diversas vezes que lá me encontrava em busca do imprescindível documento. Não me queiram mal os bons profissionais do setor, mas... “tem jeito não”. Estou pensando seriamente em mandar nossos queridos Leões para uma visita lá.

domingo, 28 de novembro de 2010

Sílvio Santos: Papai Noel de baú vazio

“Se um dia eu perder tudo, tenho certeza que recupero tudo novamente.” Sou fã incondicional do autor da frase, Sílvio Santos. Tenho e recomendo “A fantástica história de Sílvio Santos, livro do escritor Arlindo Silva que conta a trajetória do homem do Baú desde a época em que era camelô, radialista, “Peru que fala” na barca Rio-Niteroi, agenciador de propagandas, apresentador das tardes de domingo da Rede Globo e até pára-quedista do exército. Não é à toa que minha filha de sete anos pede para colocar no Sílvio Santos, cantando “la la la la... lá la la la” mesmo com diversos canais infantis na TV à cabo. A época em que vendia anúncios para a circuito de sonorização que havia montado na barca representou o início da trajetória do homem de negócios bem sucedido que viria a ser. Mas o que está acontecendo com as finanças do patrão?

Quando existem prejuízos, suspeitas de fraudes, desvios, e outras mazelas financeiras podemos afirmar com certeza que houve falha administrativa. Certamente alguém deixou de fazer bem o seu trabalho. Atuais ou ex, Presidentes e diretores do próprio Pan Americano, do Banco Central e auditores não perceberam ou fingiram não ver o tal rombo de 2 bilhões e meio. Ingenuidade? Não acredito, pois sempre são vários os profissionais envolvidos. Fato é, que a crise gerada no Grupo Sílvio Santos após a publicação dos problemas envolvendo o Banco já fez vítimas, Luis Sandoval, presidente do Grupo pediu demissão. O executivo, que estava há mais de 40 anos nas empresas justificou sua saída a discordâncias com o próprio dono em relação à direção das empresas. O ex-superintendente do Banco, Rafael Palladino já havia sido afastado junto outros diretores, logo que a crise veio a público. Palladino é primo de Íris, esposa do “Patrão”. Tenho convicção de que a história terá muitos desdobramentos. Acredito que neste caso Sílvio pediria ajuda aos universitários se administrasse suas empresas no palco. Se bem que como apresentador, de vez em quando costuma cometer algumas gafes. Exemplo disso foi o comentário do comunicador em relação a um produto da Jequiti, empresa do Grupo. “Não gostei, não posso com cheiro, tenho alergia, prefiro sabão de côco.” Disse certa vez em um dos programas. Voltando ao banco, “ele não está à venda”, segundo os controladores, e um Plano de Ação para a recuperação do prestígio no mercado já está sendo preparado. A participação direta da Caixa Federal, sócia, na gestão já é parte da estratégia.

A credibilidade conquistada ao longo das várias décadas de existência do Grupo garante as aplicações dos clientes, haja vista, o empréstimo conseguido. Por mais que outras empresas “saudáveis” do empresário, inclusive o SBT tenham sido constadas como garantias, não dá para dizer que Silvio Santos quebrou. O “Sílvio Santos” está entre os 100 grupos privados que mais faturam no Brasil. Empresas passam por crises, e as mesmas são superadas com seriedade de gestão e acima de tudo estratégias. Mas este não será o melhor aniversário da vida do apresentador. A data até emblemática, Abravanel completará 80 anos em 12 do 12, provavelmente não terá tantos sorrisos quanto em outros tempos, nem tampouco será cheio o Baú de Natal deste ano.

sábado, 13 de novembro de 2010

Rádio Sucesso FM - Divinópolis: RCEM faz consultoria

Líder de audiência em Divinópolis, a Rádio Sucesso FM é mais uma cliente da Rodrigues Comunicação e Marketing. A parceria entre a RCEM e a Sucesso tem como objetivo aprimorar o relacionamento entre os colaboradores da emissora, os clientes e ouvintes, bem como aprimorar os processos internos através de treinamentos.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Associação das Indústrias Metalúrgicas de Cláudio - ASIMEC

                               
A RCEM, em parceria com a Markketing, elaborou um novo planejamento estratégico para a principal Associação de Fundições do Centro Oeste de Minas Gerais. O plano da Asimec incluiu a nova identidade visual, dentre outras ações.

sábado, 6 de novembro de 2010

Feliz Natal - Cartões Virtuais *

Que o “Espírito Natalino” é essencialmente comercial nos dias atuais não há como negar e a principal responsável por isso é a mídia. Os intervalos da programação de canais como “Cartoon Network” e “Discovery Kids” são referências fortíssimas para as crianças listarem suas preferências. São inúmeras opções. Os pedidos da minha filha caçula mudam a cada intervalo. Na verdade o presente dela já está comprado há alguns dias, eu e a mãe fizemos um consórcio para presenteá-la com uma bicicleta. Eu não sei andar de bicicleta porque jamais ganhei uma, ela com apenas quatro anos já vai aprender. A outra, adolescente, pediu o Livro do Harry Potter. Foi objetiva, taxativa, não deu opções, portanto tenho que correr pra comprar pois deve ser o desejo de muitos.

Mas é interessante como qualquer presente, simples ou sofisticado, só é completo com o cartão. Por mais comercial que seja o Natal, o cartão é um complemento importantíssimo, e em vários casos ele é o presente. Todos os anos, enviamos cartões para vários de nossos conhecidos. Muitas das vezes somos estimulados: não conheço ninguém que devolve aqueles cartões que chegam aos escritórios ou casas pelo correio vindos de entidades filantrópicas. Pagamos o boleto, e de posse dos cartões, seis, dez, doze... as vezes até mais, enviamos aos amigos. Mas um outro meio de comunicação está facilitando, e muito essa praxe. A Internet.

Hoje em dia a coisa mais simples que tem é enviar uma correspondência eletrônica. Os sites de relacionamento até nos lembra das datas dos aniversários. Cerca de 90% das pessoas do nosso círculo de amizades possuem endereço eletrônico e acessam pelo menos uma vez por semana. No Brasil, segundo o Ibope/NetRatings, são aproximadamente 39 milhões de pessoas que acessam à rede. Uma das categorias que mais cresceu nos últimos meses é a “Ocasiões Especiais”, alavancada exatamente por sites de cartões de felicitações. É muito cômodo enviar um cartão eletrônico. Basta ter o e-mail da pessoa querida procurar um site desse segmento e mandar para qualquer parte do mundo. Eu mesmo já recebi uns quatro ou cinco diferentes este ano. Por isso mesmo quero compartilhar a minha alegria... Feliiiiiz Natal !!! Ah... se quiser me mandar mais algum, ficarei satisfeito, e responderei.

*Escrito há alguns anos, não quis alterar o texto.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Havaianas: Reposicionamento de uma marca

Minha vida é pular de hotel em hotel, cada dia em uma cidade diferente. No escritório já tomaram conta da minha mesa, já que por lá apareço pouco. E nessas idas e vindas minhas Havaianas não saem da mala. E as minhas são as tradicionais, feias, desgastadas, porém muito confortáveis. São as mesmas da época do “Não deforma, não tem cheiro e não solta as tiras”. Sinceramente não entendi o “não tem cheiro do slogan”, de qualquer forma não me separo desses chinelos. Aproveito para relembrar outros slogans: “As legítimas”, “Isto é amor antigo” e o atual “Todo mundo usa”. Realmente, somente no ano passado foram vendidos 184 milhões de pares em todo o planeta.

Essas frases refletem bem as transformações pelas quais “a Havaianas” passou ao longo dos anos. Os autores Al Ries e Jack Trout dizem que o posicionamento é a maneira como o produto é percebido pelo consumidor. O principal diferencial competitivo, segundo eles, é se posicionar na mente do cliente. Até há alguns anos a marca estava posicionada na mente do consumidor como um produto barato, prático e confortável, ou seja era um produto popular. Não gosto muito dessas divisões de classes mas Havaianas eram sandálias para as classes “C”, “D” e outras mais em direção ao final do alfabeto. Nesta época o principal garoto propaganda era o humorista Chico Anísio, que ficou tão conhecido, que alguns pensavam que ele era o dono da marca. O humor sempre foi a tônica das mídias das sandálias. Fechando a questão de maneira objetiva, quem usava era pobre. Eu, como tal, desde essa época já era consumidor, como já usei Congas, Kichutes e similares que talvez você nem se lembre.

A sandália surgiu no início da década de 60, inspirada em um modelo japonês feito de tiras em tecido e solado de palha de arroz, por isso na parte interna dos chinelos, os grãos de arroz na textura tornam o produto inconfundível. Mas o que mudou dessa época para hoje nas Havaianas? Mudou a percepção da marca. Houve um reposicionamento, de maneira que hoje Havaianas são sinônimo de qualidade, beleza e conforto, inclusive para os públicos mais exigentes. Atribui-se a Gisele Bundchen a abertura de mercado internacional para a marca através de divulgação espontânea ao utilizar o produto despretensiosamente, mesmo que depois ela tenha feito uma campanha para a concorrente Ipanema. Na TV, Luiz Fernando Guimarães, Malu Mader, Lázaro Ramos, Fernanda Lima dentre outros artistas anunciaram o produto nessa nova era. Vieram novas cores e modelos sazonais, como os dos países da Copa do Mundo por exemplo. No início de 2000 o mundo descobriu Havaianas, inicialmente Havaí, Austrália, França e hoje é consumido em mais de 60 países.

Fazendo parte desse processo de reposicionamento, a marca lançou chinelos mais delicados, especialmente desenvolvidos para o público feminino, rapidamente caíram no gosto das mulheres. Algumas outras ações tiveram grande impacto no crescimento da marca: desde 2003 Havaianas participam do Oscar presenteando os homenageados com modelos exclusivos, e no ano seguinte lançou uma edição especial com acabamento em ouro e diamantes em parceria com a marca H.Stern. Evidente que não encontrei um modelo desses na visita que fiz a uma loja própria da marca recentemente, diga-se de passagem, um espaço bonito, colorido, com atendentes simpáticas e atenciosas, condizente com o que a marca representa no mercado. Mas Havaianas deixou de ser sinônimo somente de chinelos. Vi bolsas, pingentes, toalhas e até meias, especiais para serem usadas com o chinelo. E se mesmo assim você não ficar convencido de que andar de chinelo pode ser chique ou elegante, pode calçar os tênis Havaianas, só não dá pra dizer que são discretos. Coloridos e vistosos seguem a mesma linha alegre e vibrante preconizada pela marca. No meu caso, continuo usando as mesmas, desgastadas e velhas, no banho ou no máximo no hall do hotel.

Nova comunicação visual da RCEM destaca o Mix completo oferecido

Modelo de flyer adotado na nova comunicação visual da  Rodrigues Comunicação e Marketing  denota a ênfase na percepção do cliente. O contraste do preto e branco com o colorido na mesma página mostra a diferença de se perceber em duas e em mais cores. O destaque para o vermelho e para a maçã dão o tom emocional para que os projetos sejam bem elaborados e  assim representem resultados  positivos para  os clientes. Clique na imagem e veja ampliada.

RCEM cria identidade áudio-visual do Orçamento participativo de Itaguara

A Prefeitura de Itaguara está implantando o Orçamento Participativo. A Rodrigues Comunicação e Marketing criou a identidade áudio-visual do projeto que contou com mídias como Outdoor, Folderes, Banners, Spots Radiofônicos e camisetas promocionais.