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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Unipac Bom Despacho terá Curso de Oratória

 Atendendo a demanda, mais uma vez a equipe RCEM estará em Bom Despacho para realização do Curso de Comunicação e Expressão - Oratória. Será a segunda turma em 2011, já que a primeira, realizada em parceria com o Instituto Integrado de Gestão - IIG foi concluída com sucesso. Desta vez, o Curso acontecerá na Unipac Bom Despacho aos sábados do mês de Novembro, visando atender, dentre outras pessoas, aos estudantes da Instituição que não puderam participar da primeira turma às segundas-feiras. "Para mim é sempre uma satisfação retornar a Bom Despacho," disse Reginaldo Rodrigues, consultor que ministrará o curso. Atualmente o Curso está sendo ministrado também na Faculdade de Nova Serrana, para duas turmas.

domingo, 28 de agosto de 2011

O nó da gravata

Havia vinte minutos que estava naquela luta com a gravata. Como é que eu não conseguia dar um nó, ato que repetia quase todos os dias? Era a pressão do tempo. Quando comecei minhas tentativas já estava quase quinze minutos atrasado para iniciar a aula. Como deixara isso acontecer? Logo eu que sempre me preocupo em ser pontual, falo rotineiramente sobre isso em todas as oportunidades que tenho. Semana passada mesmo, fui contundente ao palestrar sobre Marketing Pessoal na Faculdade Pitágoras. “É inadmissível se atrasar para um compromisso profissional”, afirmei. 

No entanto estava ali, naquela luta desesperada com uma simples gravata. Minha secretária, desesperada tentava justificar o injustificável para o público dizendo que eu já estava quase pronto para iniciar. Fazia isso e vinha ao meu auxílio com a “maldita gravata”. Eu rejeitava a ajuda, haveria de conseguir. Estranhamente minha então esposa estava como minha secretária naquele dia e já manifestava seu descontentamento comigo, à beira de um ataque de nervos. Inaceitável. Eu atrasado. Minha habitual calma se transformou em terror diante da minha incapacidade de resolver o problema. Sim, estava aterrorizado, pois experimentava uma gravata não conseguia dar o nó, tentava outra e nada. Por quê? E havia muitas gravatas lá, pelo menos seis e o nó não funcionava. Quando pensava ter conseguido ele desmanchava e o sofrimento aumentava. 

Quarenta minutos depois do horário, e nada. Intolerável, eu não aceitaria tal atraso se tivesse esperando. Os alunos que já estavam impacientes chegavam próximos da porta do banheiro para saber o que estava acontecendo. Praguejando, fechei com o pé a porta, que estava aberta. Acontecer isso justamente no primeiro dia de curso em uma cidade onde nunca havia ido. Peguei a gravata preta, embora só a usasse em reuniões da maçonaria resolvi fazer a tentativa. Também não deu. Nisso ouço lá fora: “Onde estão o púlpito, equipamento de som, microfone, câmera, telão... que o cara da rádio falou que tinha?” Não acredito! Mais essa, não havia nada montado ainda. Sempre chego pelo menos meia hora antes para testar o equipamento, que geralmente o pessoal deixa preparado, mas justamente o dia que chego atrasado deixaram tudo pra eu montar. As pernas tremiam, o estômago doía, o coração disparava. O que fazer? 

De repente olhei no espelho e... a barba crescida. Que descuido, esqueci de me barbear. Peguei a gravata laranja, a mais feia que tenho, até hoje me pergunto como pude comprar aquilo. Nada. Mas tinha certeza que estava fazendo tudo certo e os nós desmanchavam. Nossa! Faltando dez para as oito. Deveria ter começado às sete. “Quero meu dinheiro de volta”, ouvi. Naquele momento seria capaz de fazer qualquer coisa por uma gravata de zíper, as mesmas que usei há uns vinte anos em ocasiões especiais, quando não tinha o hábito nem a necessidade de usá-las profissionalmente. Era simples e rápido, e daí se eram feias? Não estaria passando por aquele vexame. “As pessoas estão indo embora, não precisa sair mais.” Disse minha então esposa e secretária. Molhado de suor, lívido, desesperado, totalmente transtornado.... acordei. Ufa que pesadelo!

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Ética? E eu com isso...

O meu amigo, jornalista Roney Lobato, iniciou um artigo em um determinado momento suscitando-nos a uma reflexão. Devolveria o troco que, por ventura, a funcionária do caixa teria lhe dado errado, se você tivesse percebido o erro? Ou faria de conta que não tivesse visto? Entregaria ao dono uma possível mala de dinheiro, encontrada na rua, se você soubesse de quem ela era? São perguntas para muitas pessoas difíceis de serem respondidas nos dias de hoje. Isso, porque o famoso “jeitinho brasileiro”, aliado à degradação dos princípios éticos tem falado mais alto no cotidiano do nosso povo. Pela escrita do autor, esse comportamento seria algo cultural no Brasil, tanto é que em outro trecho do mesmo artigo ele cita exemplos de pessoas que se tornaram notícia pelo fato de devolverem malas de dinheiro ou bens de valor considerável aos seus respectivos donos. Deveria ser regra, mas é exceção. Os valores confundem-se e não temos mais certeza do que é correto e do que não é, do que é ético e do que é antiético e assim por diante.

No ambiente corporativo vemos e ouvimos vez por outra que um determinado profissional foi demitido, pois era suspeito de espionagem ou tráfico de informações. Diz a lenda que Bill Gates trabalhou na Apple, roubou ideias e segredos para em seguida fundar a Microsoft. Certa vez Steve Jobs sobre isso disse: "Como eu me sinto com Gates ficando rico com as ideias que tivemos... bem, a meta não é ser o homem mais rico do cemitério". Outro caso “famoso” é o da Coca-Cola que teve acesso a segredos de estratégias de vendas e marketing da rival Pepsi. A marca Pepsi era franquia do grupo argentino Baesa e tinha como objetivo aumentar sua participação no mercado brasileiro de refrigerantes, controlado pela Coca-Cola, que dominava cerca de 50% das vendas, comparado com 6% da Pepsi. A Baesa tinha como objetivo chegar a 30% de participação no mercado em poucos anos. Foi descoberto que um técnico de som gravou reuniões da Baesa e entregou as fitas das conversas à Coca-Cola, que ficou sabendo de todos os planos estratégicos da Pepsi, podendo assim tomar as medidas adequadas para se prevenir. A Pepsi, que conseguiu aumentar as vendas no começo para 8% do mercado, despencou para 4% em tempo muito curto e depois de seis meses o grupo Baesa vendeu a franquia da Pepsi para a Brahma.

Poderíamos citar vários outros casos envolvendo marcas conhecidas. Reduzindo a discussão para micro-ambientes, um conhecido meu tem uma fórmula de molho especial para sanduíches, que não conta nem para a esposa. Mesmo no período em que não atuava no segmento de alimentação, agora voltou, divulgou a tal receita. Outro exemplo parecido, empresário do setor de veículos, um amigo de longa data, descobriu, não sei como, um jeito de fazer doce de leite sem a adição de açúcar. Foi inclusive entrevistado em programas de Tv onde os jornalistas tentaram de todas as formas, sem sucesso, extrair o segredo. Posso garantir que o doce é uma delícia.

Mas onde queremos chegar, de maneira objetiva, com essa discussão? O objetivo é saber, ou propor uma reflexão, sobre até que ponto é interessante repassarmos os conhecimentos aos nossos funcionários e estagiários. Um autor, não me lembro o nome, afirmou que o conhecimento não vale absolutamente nada se não puder ser compartilhado. Por outro lado uma antiga professora minha do curso Gestão Estratégica em Marketing disse que devemos ensinar o “pulo do gato” e não o “puuuuuuuulo do gato”, ou seja, nunca ensine tudo sob pena de criar um concorrente futuro.

Em época de concorrência desleal e acirrada é sempre prudente tomar certos cuidados. Os valores estão distorcidos, as pessoas não se respeitam e não existe consideração para com o outro, como afirmou Lobato em seu artigo. Hoje você estende a mão, apoia, ensina, ajuda, e amanhã poderá ser surpreendido com uma sonora bofetada. Pior, isso é normal. Por mais que saibamos disso, é difícil aceitar tal comportamento, considerado uma traição. Mesmo saindo do padrão clássico da traição, que remete-nos ao adultério, atitude assim pode ser tão dolorida e sofrida quanto. Mas o mercado é frio, pessoas são calculistas por estarem neste contexto. Embora simpatize mais com a teoria do citado autor desconhecido, não dá para desprezar a opinião da minha “querida e velha professora” Ruth.

Reginaldo Rodrigues e Ricardo Rabelo na Rádio Nova FM

Reginaldo Rodrigues e Ricardo Rabelo no estúdio da Nova FM em Divinópolis

Rádio Minas: Reginaldo Rodrigues concede entrevista ao jornalista Sílvio França

Reginaldo Rodrigues e Sílvio França no estúdio da Rádio Minas em Divinópolis

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Com o apoio da ACIASAM e da Prefeitura, RCEM realiza Curso em Samonte

A cidade de Santo Antônio do Monte receberá nos meses de junho e julho o Curso de Comunicação e Expressão, que acontecerá no Centro Turístico e Cultural - CETUC. As principais abordagens do Facilitador Reginaldo Rodrigues serão: A origem da oratória e da retórica, como fazer uma leitura em público, exercícios para melhorar a dicção, como apresentar projetos, postura correta diante da plateia, como encantar os ouvintes, como se posicionar diante do microfone, como conceder uma entrevista, como se posicionar diante das câmeras, como preparar e ministrar palestras, como falar de improviso, como portar-se na tribuna e dicas para fazer um cerimonial. O curso terá o apoio da Prefeitura Municipal de Santo Antônio do Monte, ACIASAM, CDL, Gramol, Frigideira Mineira, Casa do Pão e Elo Sports. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone 37 3281 2411.

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Copa do Mundo 2010 - Cervejinha ou Cervejão?

A Copa do Mundo proporciona muitas alegrias, bons momentos e resgata uma brasilidade em nós existente, porém escondida diante de tantas mazelas sociais e políticas. Mas não vamos falar nisso, afinal de contas o momento é de festa. Torcer efusivamente, por que não? Somos, ainda, a única seleção penta campeã mundial. O técnico Dunga é contestado, assim como alguns jogadores, mas todos têm o seu valor e o momento é de ufanismo e envolvimento total, é a Seleção Brasileira. E no momento dos jogos, mesmo antes ou depois, a “loira gelada” tem lugar garantido nos copos ou taças de grande parte dos torcedores. Bom, feita a introdução do artigo e tema falemos da Nova Skin, sem dúvida o maior fenômeno cervejeiro dos últimos anos. Nós, apreciadores do líquido, “experimentamos” quando nos foi sugerido na campanha de lançamento da “Nova Skin”. Sinceramente gostei. Leve, saborosa, com personalidade, embora ainda prefira a outra, que desce redondo. Estou falando da Skin justamente neste momento de Copa do Mundo por dois motivos, antagônicos. “Nova Skin, com o Brasil e a Costa do Marfim.” Lembra disso na copa passada? Eis a primeira razão. Investimento pesado em mídia, em período excepcional para divulgação desse tipo de produto, e uma campanha decepcionante, o tema ou ideia não despertaram no público o desejo de tomar a cerveja ou repetir o slogan e torcer para o então simpático time africano. Podemos afirmar com convicção que a campanha da Skin foi tão decepcionante quanto as atuações do Brasil e da Costa do Marfim na competição. O segundo motivo é que coincidentemente, na Pré-Copa, somos surpreendidos pelo “Cervejão”. Essa sim, já caiu no gosto dos consumidores, de mídia e de cerveja. Rapidamente ouve a identificação da classe masculina, e agora da feminina com a sequência dos comerciais. “Você prefere assistir um joguinho ou um jogão? Você gosta de carrinho ou de carrão? Mulher, inha ou ão? Então vai continuar tomando cervejinha?” Essa campanha tem o jeito e a linguagem do consumidor no dia a dia, como podemos ver no texto que iniciava o primeiro comercial da série. E para coroar a boa fase, a Nova Skin foi eleita pela revista alemã “Neon”, a melhor cerveja do mundo. A revista que tem como público alvo os jovens, reuniu marcas dos 32 países que participarão da Copa do Mundo da África. A Skin, que venceu na semifinal a Alemã “Beck’s Gold”, na final não tomou conhecimento da Uruguaia “Pilsen” que é fabricada pela Inbev. A decisão aconteceu através de um teste cego. Só esperamos que assim como a mídia da Nova Skin, nesta copa seja diferente a sorte da nossa seleção... ÃO!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Seleção Brasileira - O estrategista Dunga

Seleção convocada, Dunga satisfeito e a torcida nem tanto. Mas o que significa na prática, a coerência, tão propalada pelo técnico? Significa compromisso com um projeto, com um planejamento, com um método de trabalho. Evidente que cada brasileiro, apaixonado que é pelo futebol, tem sua escalação, seus preferidos e discute inclusive tática futebolística com qualquer técnico, se caso tiver oportunidade. Somos grandes estrategistas também. E ser coerente é ser estrategista. Nos artigos “A arte da estratégia 1” e “A arte da estratégia 2” abordamos o tema, mas evidentemente sem a pretensão de esgotar a discussão, pois isso seria impossível. Como não a encerramos, aproveito para narrar aqui mais uma estória. Um senhor vivia sozinho em sua casa, grande, quintal espaçoso e uma frente ampla, mas necessitada de uma geral, que há muito não acontecia devido a escassez da “verba” após a prisão do filho. Ele queria muito revitalizar pelo menos o jardim, afinal de contas ficava na frente da casa. Porém era muita terra a ser virada antes do plantio das flores, um trabalho muito pesado. As mudas das rosas não seriam problema, no quintal havia de sobra. Seu único filho, que o ajudava ou pagava pela execução da trabalhosa tarefa, estava preso. Solitário e na esperança de arrumar uma companheira, apostaria na beleza e perfume das flores que poderiam voltar a enfeitar o enorme jardim. Ele então refletiu... e escreveu ao filho a seguinte carta. “Querido Filho, estou triste, pois não vou poder plantar meu jardim este ano. Detesto não poder fazê-lo, porque sua mãe gostava tanto das flores, se lembra? E esta é a época certa para o plantio. Mas eu estou velho demais para cavar a terra. Se você estivesse aqui, eu não teria esse problema, mas sei que você não pode me ajudar, pois está aí na prisão. Com amor e saudade, seu pai.” Pouco depois, o pai recebeu o seguinte telegrama: “Pelo amor de Deus! Pai, não escave o jardim! Foi lá que eu escondi tudo.” Como as correspondências eram monitoradas na prisão, às quatro da manhã do dia seguinte, uma dúzia de policiais apareceu e cavou o jardim inteiro, sem encontrar nada. Confuso, o velho escreveu uma carta para o filho contando o que acontecera e esta foi a resposta: “Pode plantar seu jardim agora, amado Pai. Isso foi o máximo que eu pude fazer no momento.” A estratégia e coerência do técnico da seleção canarinho foi valorizar os jogadores que entenderam que existe um comando. Chamou quem entendeu que vestir a camisa da equipe deve ser motivo de orgulho para todos que tiverem oportunidade. Particularmente teria convocado pelo menos meia dúzia de jogadores diferentes. Penso que representariam melhor o Brasil na Copa da África, e certamente você também faria uma lista diferente. Mas, Dunga apostou na “sua coerência” e chamou quem ele achou que aproveitou as oportunidades nas convocações anteriores demonstrando comprometimento, orgulho e acima de tudo espírito de coletividade. Não há como negarmos que esses fatores devem ser considerados, afinal de contas o próprio nome já diz tudo, time. Na Gestão, utilizamos muito a expressão “ter a equipe na mão”, que significa ter a liderança e a gerência legitimada e reconhecida pelo grupo. Somente assim é possível uma Gestão de sucesso, com resultados satisfatórios. O técnico da Seleção Brasileira, sem dúvida é um Gestor, portanto deve agir como tal. A estratégia de Dunga foi chamar jogadores nos quais ele confia plenamente, que não questionarão sua liderança nem criarão problemas. Estratégia é tudo, mas não é sinônimo de sucesso garantido. Mas a falta dela é fracasso certo.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Reginaldo Rodrigues - A arte da estratégia 1

Nunca se falou tanto em estratégia quanto nos dias atuais. Na Gestão de negócios ou pessoas, os líderes decidem e lideram a partir de estudo criterioso e planejamento de ações, que às vezes demandam muito mais tempo que as próprias ações. Prova de que a estratégia é realmente importante é o fato de “A arte da Guerra” ser livro de cabeceira não só de estudantes, mas também de presidentes de grandes corporações e, acredite, até de Big Brothers. O participante “Alemão” recitava trechos da obra para alguns colegas de programa em uma das edições. Quem não conhece, pensa tratar-se realmente de um livro da área de administração, marketing ou mesmo motivacional.
Certamente quando Sun tzu fez esses relatos há mais ou menos 2.500 anos não pensou em nada disso. O livro menciona diversas possibilidades num campo de batalha e apresenta sugestões de ações e reações de acordo com cada momento e situação. O general, responsável por grandes vitórias à frente do exército chinês, na maioria das vezes capturava os inimigos vivos. Era um profundo conhecedor de manobras e táticas militares. Tzu dizia que a arte da guerra era de total importância para o Estado.

Mas o livro do chinês que tinha como público alvo generais, chefes de estados e outros líderes militares, hoje é aplicado em todos os setores e segmentos onde existem adversários. O inimigo contemporâneo é o concorrente, àquele que pleiteia algo que alguém mais quer. Com a interdisciplinaridade, a Arte da Guerra é aplicada em várias áreas de atuação. Advogados conhecem, empresários utilizam, diretores praticam, gerentes contextualizam... dificilmente encontra-se um líder que nunca o tenha lido. Tornou-se um clássico. É a arte da estratégia. Terá mais sucesso quem for mais eficaz neste quesito. Diversos técnicos de futebol atribuem o êxito à aplicação dos conceitos da Arte da Guerra. Felipão, Parreira, Dunga e Luxemburgo são alguns dos nomes de líderes no futebol que trabalham com os conceitos de Tzu e às vezes até mencionam isto.


O conceito fundamental pregado pelo general chinês é de que nem sempre a luta direta é necessária para minar o adversário. É possível derrotar com simulações, enganando, induzindo ao erro e a atitudes precipitadas qualquer concorrente. Em se tratando de negócios e decisões mercadológicas, essa teoria encaixa como uma luva. Para o profissional do marketing é realmente interessante ser um estrategista já que a missão do marketing é encantar o cliente proporcionando satisfação e se preparar antecipando às ações do concorrente que disputa o mesmo cliente.


Quando o assunto é política, os profissionais dessa área não só dominam, como praticam entre si e contra o povo todas as estratégias possíveis para levar vantagem e enganar. Além da Arte da Guerra, os “representantes do povo” têm também um outro manual que é, “O príncipe” de Maquiavel, assunto para uma outra coluna. Uma campanha eleitoral é um verdadeiro campo de batalha e a aplicabilidade das dicas do general é testada e aprovada por unanimidade.


Mesmo depois que estão no poder, utilizam artifícios legais e ilegais, morais e imorais para se darem bem. Há algum tempo pudemos assistir, pelo menos os mais atentos, a um “show de estratégia” dos políticos de Brasília. Enquanto o povo ia para as ruas ou não saiam de frente da televisão para ver o papa passeando, falando, celebrando e canonizando, os líderes da nação aumentaram os seus salários em 28,5%.


Aproveitaram-se do encantamento das pessoas com a presença do líder católico no Brasil e reajustaram seus vencimentos. Estratégia perfeita. Quase ninguém percebeu. Ótima estratégia também da Igreja católica naquela ocasião. A vinda de um Papa ao país pode sim frear um pouco o crescimento dos Protestantes nas terras tupiniquins, se bem que com essa onda de denúncias de pedofilia dentro da instituição... Voltando ao tema salário, alguém sabe o percentual de aumento do mínimo? Ah ! Isso não interessa, agora nós temos um santo brasileiro, São Frei Galvão. Se algo faltar, pedimos a intervenção dele. Pode ser uma boa estratégia.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Isabela e Isadora

- Isabela, você vai ver quando chegar lá em casa. Falava a mãe no banco de trás do ônibus. Há muitos anos não usava o transporte coletivo urbano, lotação, ou qualquer outro nome que queira dar. É triste. Um amontoado de gente se empurrando, se esfregando e se desrespeitando. - Isadora já te falei, deixa essa pipoca pra abrir em casa. Ouvia enquanto observava o comportamento das pessoas dentro e fora do ônibus. Caixas de papelão cheias, sacolas de supermercado, malas, crianças e muito barulho é o que se via e ouvia. Uma senhora sentou-se ao meu lado, mas logo procurou outra poltrona, só pra ela, precisava de mais espaço devido às gordurinhas em excesso. Fiquei sozinho outra vez e a viagem continuava alternando muita e pouca gente no transporte, de acordo com os bairros por onde passava. Só não desciam as irmãs Isabela e Isadora que continuavam suas estripulias. Estava ali por que meu carro simplesmente não quis sair da garagem naquela manhã. Procurei o eletricista que olhou, mediu, perguntou, e falou: - Não é pra mim é para um mecânico. Veio mecânico, veio guincho, foi-se o carro e fiquei eu. A pé. Nisso meus compromissos da manhã, que eram em outra cidade, foram para o espaço. Calcei a cara, liguei para um amigo, e pedi um carro emprestado, sabendo que ele tinha outro veículo. “Tudo bem” disse, mas venha aqui em casa buscar, não sairei na parte da manhã. No caminho para buscar o carro participava da aventura das irmãs Isadora, que acabara de dar um tapa daqueles estalados, e Isabela que recebera o “carinho”. - Isadora, Isadora você vai se ver comigo, mãe dizia. Do lado de fora, estranhamente os bares estavam cheios, pessoas tomando “uma gelada” em plena manhã de terça. Outras conversas podiam ser identificadas no interior do “busão”: Big Brother, novela, horóscopo, almoço, marido, e a viagem continuava. Disso tudo só o almoço me atraía. “Ê lugá qui num chegava sô!”. Pensava no meu amigo “Tôco”, que estava acamado e por isso mesmo não saíra naquela manhã de dia útil. O onipresente mosquito o pegou de jeito. Estava com Dengue. Mas isso é assunto para outro artigo, pois também já passei por tal perrengue. A viagem era longa. - Isabela!!! Ponha os braços pra dentro, ecoou, a espevitada criança resmungava. Vi ainda pelo caminho um ex-colega de escola que há muito não encontrava, meninos jogando bola, feirinhas em esquinas e várias outras coisas que passam despercebidas quando estou ao volante. Enfim meu destino. Antes de descer ainda pude ouvir Isabela e Isadora sendo convidadas de volta para os assentos, estavam andando pelo corredor do ônibus.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Passei no vestibular e daí?

Lembro-me que muitos anos atrás, quando passei no vestibular, meus amigos, familiares e até conhecidos ficaram eufóricos. Se muitos analisam o segundo lugar como aquele que quase chegou lá, imagine o décimo quarto. Mas naquela época, era realmente algo significativo, vestibular super concorrido, muitos cursinhos, meses de preparação e quem entrava para a faculdade era muito festejado. Mas a busca desesperada do Brasil por um melhor posicionamento no Índice de Desenvolvimento Humano – IDH mudou completamente esse cenário. Uma boa colocação no IDH é um agregador de valor à credibilidade da nação junto à comunidade internacional, e a escolaridade da população é de supra-relevância na medição do Índice.

Por isso mesmo, me chamou atenção hoje ao descer para o escritório, um trote no meio da rua, tão tradicional há vários anos, mas aqui para os nossos lados já está fora de moda. Os veteranos observavam de longe enquanto os calouros tinham a árdua missão de arrecadar 300 reais. Fiquei sabendo da quantia por que parei para perguntar. Um dos que lá estava me abordou da seguinte maneira: “Uma ajudinha aí, por favor, precisamos conseguir a grana pros caras lá”. E se você não conseguir? Questionei. “Eles vão tirar nossa roupa, raspar nossa cabeça, fazer o escambal”. De fato, mais acima havia um calouro amarrado a uma estrutura de semáforo, todo pintado, cabeça raspada e só de cueca. Aí perguntei outra vez: E aqueles amarrados? “Véi, desistiram antes da hora”. Deixei meu assustado entrevistado, depois de contribuir com dois reais, e prossegui, Mais adiante ainda vi uma garota com cabelo somente em um dos lados da cabeça, apesar de estar de roupas, a tinta cobria quase todo o corpo.


Não questiono a brincadeira do trote, que é cultural. Mas existe algo a se comemorar? Há motivo para tanto? Não, não há. Mesmo a concorrência continuando acirrada nas Universidades Federais, “pipocam” faculdades pelas esquinas. Hoje em dia faltam candidatos para tantas vagas disponíveis. O vestibular que acontecia uma vez ao ano, passou a semestral e agora é trimestral em muitos lugares. A qualidade dos cursos é ínfima, estão totalmente nivelados por baixo. Como se não bastasse, todas essas faculdades ainda enfrentam a concorrência do sistema de Ensino à Distância, o chamado EAD. Não estou questionando especificamente o método EAD, que já tem recebido críticas o bastante, inclusive acredito que é uma tendência. Minha análise é generalizada. Alunos saem das faculdades com o diploma, cometendo erros de escrita e de fala dignos de serem re-matriculados na antiga sexta série. Não é exagero. Essas frases de vestibulares que circulam pela internet, são muito mais comuns do que se imagina. Por isso quando recebo frases do tipo: “As glândulas salivares só trabalham quando a gente tem vontade de cuspir”, ou, “Os analfabetos nunca tiveram chance de voltar à escola”, sinceramente não me surpreendo. Mais duas para finalizar: “A capital de Portugal é Luiz Boa”, “A terra é um dos planetas mais conhecidos do mundo”. Onde é que eu estou mesmo?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Ética: Alicerce para um jornalismo ideal - Roney Lobato

Devolveria o troco que, por ventura, a funcionária do caixa teria lhe dado errado, se você tivesse percebido o erro? Ou faria de conta que não tivesse visto? Entregaria ao dono uma possível mala de dinheiro, encontrada na rua, se você soubesse de quem ela era? São perguntas para muitas pessoas difíceis de serem respondidas nos dias de hoje. Isso, porque o famoso “jeitinho brasileiro”, aliado à degradação dos princípios éticos tem falado mais alto no cotidiano do nosso povo.

É comum ver uma notícia na TV em que a novidade, o diferente ou o inusitado seria, justamente, o fato de alguém entregar a tal mala ou pacote de dinheiro ao devido dono. Algo que, a priori, seria via de regra de conduta para qualquer pessoa tornou-se tão incomum que, quando acontece, é motivo de divulgação e acaba virando notícia. Você devolveria o dinheiro de imediato? Ou será que pensaria duas ou mais vezes antes de fazê-lo?

Vê-se aí a importância do jornalismo, diante da complexidade das relações humanas contemporâneas. Mesmo que, a princípio, não devesse ser função do jornalista mostrar esses fatos - já que eles deveriam ser uma obrigação moral inerente a todos -, quando divulgamos esses acontecimentos, de alguma forma, é acesa uma "luzinha" no interior de cada um de nós, como um lembrete que, ao piscar, nos avisa de que nem tudo está perdido.

Mais que isso, o jornalista deve participar das principais discussões éticas e morais que ecoam pela sociedade. Deve ficar atento às quebras de decoro e desvios de conduta praticados pelos expoentes da política e gestores do país e não omiti-las. Como princípio que norteia a profissão, o jornalismo não deve nem pode fazer vista grossa aos acontecimentos que corrompem a dignidade humana e os preceitos éticos.

Já que vivemos no país onde o “ter” e o “ser” falam mais alto, é hora de o jornalista, efetivamente, ser o guardião da moral e ter o respeito pela humanidade. Falar, escrever e discursar menos em razão dos interesses particulares e mais em função da valorização do homem como ser humano. Quem sabe, talvez, primando por essa postura o jornalista possa influenciar de maneira positiva quem acredita na profissão e ainda vê no profissional da área um agente de credibilidade.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

"Que m***..., dois lixeiros desejando felicidades."

Qualquer principiante no rádio ou na Tv sabe que não se deve conversar em estúdio quando não está no ar. Falar palavrão então é razão de advertência, como já presenciei uma vez como radialista. Um colega soltou “P***... que P****...”, com o microfone desligado, claro, e foi advertido. Por isso um jornalista experiente como o Boris Casoy, não poderia, nem no auge do seu mau humor, fazer o comentário que fez no Jornal da Band, no último dia do ano passado.
“Que m****... dois lixeiros desejando felicidades... do alto de suas vassouras... dois lixeiros... o mais baixo na escala de trabalho..”, disse o apresentador enquanto o vídeo mostrava a vinheta do telejornal. Será que ele não aprendeu na faculdade ou na vida que isso não se faz? Difícil dizer o que é pior, falar dentro do estúdio algo fora do script ou menosprezar uma classe de milhares de trabalhadores se achando melhor. Como jornalista ele deveria saber que a maioria absoluta das pessoas do nosso país é de origem humilde e se ele sabe alguma coisa e está onde está hoje é por que outras pessoas o ensinaram. Não estou falando de faculdade ou cursos. Condecorações, diplomas e afins, sem vivência, não tem serventia nenhuma. Será que esse cidadão ficaria satisfeito se fosse humilhado antes de estudar? Ou se fosse discriminado devido à deficiência física que tem, como sequela de uma poliomielite que contraiu quando era ainda uma criança? Logo ele, que era jornalista do impresso e caiu de pára-quedas na televisão vai desvalorizar a profissão de alguém? E quem ele pensa que é o público da Band e do telejornal que apresenta? Mesmo sem ter dados científicos afirmo com convicção que o público que assiste a esse tipo de programa na Tv aberta é predominantemente das classes “C”, “D” e “E”. As classes “A” e “B” tem pelo menos umas dez opções de canais jornalísticos na Tv à cabo. O senhor Boris não pode se esquecer ainda, que o jornalismo da Globo e da Record é infinitamente superior ao da Band, portanto existem muitos melhores que ele e nem por isso fazem o que ele fez.
O principal objetivo de qualquer ser humano deve ser aprender, ensinar, ajudar e buscar a felicidade nos mais simples gestos. Pode parecer piegas, mas é o que penso. Ao ver as expressões simpáticas dos dois garis desejando boas festas aos telespectadores, tenho certeza que suas atitudes, naquele momento foram de uma nobreza extrema enquanto que o comportamento do senhor Casoy foi desprezível. Se quer falar mal de alguém, que fale dos senadores, governadores, deputados e outros que surrupiam os cofres públicos. O pedido de desculpas apresentado é o mínimo que poderia acontecer. A direção da emissora e o Sindicato dos garis, acredito que exista, deveriam tomar medidas também. “Isso é uma vergonha!”

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Diga sim para a vida!

Acredito que a vida deva ser vivida plenamente e manifestações de carinho atenção e gentilezas devam ser retribuídas em proporções iguais ou maiores que as recebidas. Não sou pretensioso a ponto de afirmar que todos tenham que ser um “poço” de bom humor 24 horas por dia, pois, ninguém o é. Assisti há algum tempo um filme com o ator canadense Jim Carrey e dei ótimas gargalhadas. Apesar de um humor simples o filme proporciona lições incríveis, basta buscarmos a essência para extrair esse “algo mais” sobre o qual estou falando. “Sim Senhor”, é o nome, para quem quiser assistir também. Chamou-me tanto a atenção que resolvi preparar uma palestra inspirada no filme, cujo tema é o perfil do profissional que almeja uma oportunidade no concorrido mercado de trabalho. Dei o título de: “Diga sim para o mercado”.

Já aconteceu com você de encontrar alguém que há muito não via, cumprimentar efusivamente, com simpatia e alegria extrema estampada no rosto, chamá-lo pelo nome, e receber de volta um simples “Tá bão”? Aconteceu comigo em relação ao meu amigo “Nestor”, nome fictício, mas nem sei se precisava. Meu comportamento foi o mesmo do cachorrinho de estimação em relação à chegada do dono. Ele abana a cauda, pula em volta, faz barulho, às vezes chega a sujar a roupa do dono, tal é a sua euforia e satisfação.


Muitos autores discordam da força da motivação e do bom humor como fator importante para o bom desempenho das tarefas diárias ou na resolução de problemas. Afirmo categoricamente, embasado na prática e pesquisas exploratórias, que esses autores devem rever seus conceitos, ou ampliarem suas pesquisas. Por mais que a pessoa tenha problemas ou esteja absorto na rotina do dia-a-dia, a retribuição de um sorriso não comprometerá em nada os afazeres. Uma boa conversa com alguém que gosta, ou que já tenha feito parte da sua história em um determinado momento pode ser prazerosa e até ameninar preocupações momentâneas.


Algumas dessas conversas nos fazem tão bem que temos a impressão de estarmos mais leves em seguida, mesmo que tenha durado somente uns poucos minutos. Não são poucas as oportunidades perdidas por culpa exclusivamente nossa. No Marketing, a expressão “Network”, sua rede de relações trabalhada em favor dos negócios, é cada vez mais utilizada, é preponderante para o sucesso profissional.


Proponho a você, que tem o perfil parecido com o meu, que continue assim, por mais que se frustre algumas vezes. Mas se é parecido com o meu amigo Nestor, a hora é ótima para mudanças de paradigmas. Final de um ano, início de outro, a desacelerada no ritmo da vida é natural neste período. É o momento ideal para reflexões. Não seja indiferente e frio em relação às pessoas. Comece o ano novo dizendo “Sim” para a vida, “Tá bão”?

Rcem - Envelopamento: Uma ótima ferramenta de divulgação


RCEM - Envelopamento: Uma ótima forma de divulgar a marca


domingo, 13 de dezembro de 2009

Natal e Ano Novo (2): Consumo e Tv

“Esse ano o Natal e o Ano Novo serão diferentes”. Esse período é realmente bem interessante, pois quando falam isso as pessoas pensam não só em si, mas na família, nos amigos, nos problemas do país, nas mazelas do mundo e acreditam realmente que algo pode ser diferente. O povo fica mais sorridente, descontraído e os nobres sentimentos invadem os corações sedentos por uma válvula de escape. As vendas aumentam... isso porque a iniciativa de presentear é a principal marca do Natal. Muito se fala em fraternidade, amizade, paz, amor, mas o verdadeiro Espírito do Natal é o Espírito Consumista.
Já imaginou um Natal sem dar ou receber presentes? Será que a alegria seria a mesma? O mercado aguarda ansioso esse momento, pois em seguida à virada, os dias ficam calmos, a não ser pelas trocas de produtos. Promoções e mais promoções são lançadas para “abocanhar” o décimo terceiro e o extra, que é disponibilizado para as compras do final de ano. Para Philip Kotler promoção consiste em “um conjunto diversificado de ferramentas de incentivo, em sua maioria a curto prazo, que visa estimular a compra mais rápida e/ou em maior volume de produtos ou serviços”.
Depois de gastar com as compras, resta a televisão como diversão para a maioria. Vejamos as novidades: Especial do Roberto Carlos (todo ano tem). No ano passado ou atrasado, não lembro bem, ele fez dueto com um cantor de Funk na tentativa desesperada de se mostrar eclético. Isso mostra um processo inverso de evolução, daqui a pouco tempo ele volta ser macaco. Vejamos o que acontecerá este ano, afinal de contas são 50 anos de carreira. As principais notícias do ano voltam à tona na Retrospectiva 2009. O pior é que agora até os programas de fofocas fazem retrospectivas. Vídeo Show, Tv Fama, Luciana Gimenez... (E eu que não gostava da Hebe), tem ainda o Especial infantil da Xuxa em horário nobre (ai). Pelo menos na TV veremos a volta de um dos maiores comediantes da história brasileira, Chico Anísio, que falta ele faz. Depois de tudo isso, na virada tem a queima de fogos: a cada dez minutos de Copacabana tem um minuto para todas as outras capitais (Dá até vontade de ir para o Rio... brincadeira, brincadeirinha).
Ano novo, vida nova. É o que mais se ouve. Os desorganizados compram agenda, os gordinhos começam regime, os desempregados saem procurando emprego, os maus administradores começam o planejamento para melhor gestão da empresa, ou da rotina de vida. São inúmeros os projetos que se iniciam após o estouro do Champagne; ou da “Sidra”. A metade desses planos sucumbe em dois meses. Mas será que realmente existe algo novo? Pelo menos em 2010 o país não vai esperar muito pra iniciar as atividades. O pior é quando o Carnaval é no finalzinho de Fevereiro. “Tim, tim!”

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Natal e Ano Novo (1): Cartões Virtuais

Que o “Espírito Natalino” é essencialmente comercial nos dias atuais não há como negar e a principal responsável por isso é a mídia. Os intervalos da programação de canais como “Cartoon Network” e “Dicovery Kids” são referências fortíssimas para as crianças listarem suas preferências. São inúmeras opções. Os pedidos da minha filha caçula mudam a cada intervalo. Na verdade o presente dela já está comprado há alguns dias, eu e a mãe fizemos um consórcio para presenteá-la com uma bicicleta. Eu não sei andar de bicicleta porque jamais ganhei uma, ela com apenas quatro anos já vai aprender. A outra, adolescente, pediu o Livro do Harry Potter. Foi objetiva, taxativa, não deu opções, portanto tenho que correr pra comprar pois deve ser o desejo de muitos.

Mas é interessante como qualquer presente, simples ou sofisticado, só é completo com o cartão. Por mais comercial que seja o Natal, o cartão é um complemento importantíssimo, e em vários casos ele é o presente. Todos os anos, enviamos cartões para vários de nossos conhecidos. Muitas das vezes somos estimulados: não conheço ninguém que devolve aqueles cartões que chegam aos escritórios ou casas pelo correio vindos de entidades filantrópicas. Pagamos o boleto, e de posse dos cartões, seis, dez, doze... as vezes até mais, enviamos aos amigos. Mas um outro meio de comunicação está facilitando, e muito essa praxe. A Internet.

Hoje em dia a coisa mais simples que tem é enviar uma correspondência eletrônica. Os sites de relacionamento até nos lembra das datas dos aniversários. Cerca de 90% das pessoas do nosso círculo de amizades possuem endereço eletrônico e acessam pelo menos uma vez por semana. No Brasil, segundo o Ibope/NetRatings, são aproximadamente 39 milhões de pessoas que acessam à rede. Uma das categorias que mais cresceu nos últimos meses é a “Ocasiões Especiais”, alavancada exatamente por sites de cartões de felicitações. É muito cômodo enviar um cartão eletrônico. Basta ter o e-mail da pessoa querida procurar um site desse segmento e mandar para qualquer parte do mundo. Eu mesmo já recebi uns quatro ou cinco diferentes este ano. Por isso mesmo quero compartilhar a minha alegria... Feliiiiiz Natal !!! Ah... se quiser me mandar mais algum, ficarei satisfeito, e responderei.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Nas ondas do Rádio: O Som chega pelo ar

Pouco mais de um século após o Inglês James Clerk Maxwell demonstrar teoricamente a possibilidade de transmissão de ondas eletromagnéticas, e o Alemão Henrich Rudolph Hertz provar a teoria ao fazer saltar faíscas através do ar que separava duas bolas de cobre, quase todas as cidades possuem, pelo menos uma emissora de rádio. A invenção é atribuída ao Italiano Guglielmo Marconi, que em 1896 realizou as primeiras transmissões sem fio.

Reginaldo Rodrigues com Zezé di Camargo e Luciano, após entrevista